BOTAFOGO PARA NO TRAVESSÃO E NA CERA E SÓ EMPATA

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Um jogo sem sal e de resultado nada saboroso para Botafogo e São Paulo no Maracanã. Após 90 minutos divididos em metade monótona e a outra de muita correria e pouca inspiração, cariocas e paulistas não saíram do 0 a 0 em duelo válido pela 17ª rodada do Brasileirão. Com isso, o Glorioso, que sonhava voltar para liderança, perdeu duas posições na tabela de classificação, enquanto o Tricolor prolonga por mais uma rodada sua agonia na zona de rebaixamento.

Mais incisivo, o Botafogo foi quem mais esteve perto do triunfo, mas não um chute de Seedorf no travessão foi o momento mais empolgante para o torcedor. Com isso, o time de Oswaldo de Oliveira, que tinha sido ultrapassado por Grêmio e Atlético-PR no sábado, caiu para quarta posição, com 30 pontos. Na próxima quinta, o compromisso é novamente no Maracanã, diante do Coritiba, às 19h30m (de Brasília).

Já o São Paulo tentava a segunda vitória consecutiva. O triunfo do Criciúma sobre o Vitória, em Salvador, não permitiria a saída do Z-4, mas o deixaria próximo disso. Com a igualdade sem gols, o Tricolor permanece na vice-lanterna, com 15 pontos, e encara o último colocado Náutico na terça, às 21h, na Arena Pernambuco, em jogo atrasado da décima rodada.

Equilíbrio e pouca emoção

O Botafogo teve maior posse de bola, o São Paulo maior iniciativa, mas ninguém conseguiu dar muita emoção nos 45 minutos iniciais no Maracanã. Com o forte calor do Rio de Janeiro, a etapa foi levada em ritmo lento e com quase nenhum trabalho para os goleiros Renan e Rogério Ceni. Mesmo com 60% de posse de bola, o Glorioso permaneceu pouco no campo de ataque e, ainda assim, criou as melhores chances, ambas com Seedorf. Primeiro, o holandês cobrou escanteio com veneno para defesa de Ceni no susto. Já no minuto final, tentou um drible a mais na entrada da área e foi desarmado por Antonio Carlos.

O São Paulo, por sua vez, sofreu com a fragilidade de seu ataque. Bem postado, o Tricolor trocava passes no campo ofensivo, mas criava pouco. Com o Botafogo organizado defensivamente, Ganso não encontrava espaço para armação e não contava com a colaboração de Osvaldo e Lucas Evangelista. Antonio Carlos, recém-chegado do próprio Botafogo, foi quem desperdiçou a melhor chance, logo aos seis minutos. Após cruzamento da esquerda, o zagueiro errou chute com a esquerda e furou também com a perna direita, na sobra de bate e rebate.

Botafogo pressiona, São Paulo melhora, mas…

Na volta para o segundo, o Botafogo se mostrou mais disposto a conquistar a vitória que o recolocaria – ao menos provisoriamente – na liderança do Brasileirão. Explorando bem o lado esquerdo de ataque, a equipe da casas pressionou o São Paulo, apertou a saída de bola e chegou a acertar o travessão em lindo chute de Seedorf. A disposição ofensiva dos alvinegros acabou sendo boa também para os paulistas, que tiveram espaços para explorar os contra-ataques e colocaram Osvaldo e Lucas Evangelista na partida. Na base da velocidade, a dupla dava trabalho, mas pecava nas finalizações.

Cada vez mais no ataque, o Botafogo pressionava e levava perigo. Renato e Lodeiro quase marcaram, mas viram a bola passar perto da trave direita de Rogério Ceni. Acuado, o São Paulo tentou ganhar força ofensiva com a entrada do veloz Negueba. Não deu certo. A defesa paulista, por outro lado, foi eficiente e segurou o resultado que não foi bom para ninguém.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO  0 X 0 SÃO PAULO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 1/9/2013 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (FIFA-DF)
Auxiliares: Alessandro Mattos (BA) e Luiz Silva Teixeira (BA)
Renda e público: R$ 1.002.085,00 / 23.585 pagantes / 28.591 presentes
Cartões amarelos: Bolívar (BOT); Jadson e Douglas (SPO)
Cartões vermelhos:
Gols:

BOTAFOGO: Renan, Edilson, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos (Renato 14’/2ºT), Gabriel, Lodeiro e Seedorf; Rafael Marques e Elias (Alex 34’/2ºT) – Técnico: Oswaldo de Oliveira.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Wellington, Fabrício (Paulo Miranda 29’/2ºT), Jadson (Negueba 37’/2ºT), Ganso e Lucas Evangelista; Osvaldo (Welliton 18’/2ºT) – Técnico: Paulo Autuori.



Fonte: Globoesporte.com (texto) e Lancenet! (ficha)
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