O Botafogo escolheu Paulo Autuori para ser o treinador em 2014. No último dia 9, a diretoria ligou para ele marcando uma reunião. Otimista e ciente da vontade do técnico em voltar a General Severiano, o Glorioso não tinha pressa. Mas devia ter tido. Horas depois do contato botafoguense, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, procurou Autuori e também agendou um encontro. O mandatário do Galo foi mais rápido e no dia seguinte chegou para a reunião com o contrato pronto.

Apesar de não ter feito bons trabalhos em 2013, dirigentes do Bahia e Atlético-PR chegaram a manifestar interesse em contratar Paulo Autuori, que já tinha sido avisado por alguns amigos que o Botafogo entraria em contato após a última rodada do Brasileirão. O comandante planejava voltar ao Glorioso, mas ficou surpreso com a ótima oferta feita pelos mineiros e com a objetividade de Alexandre Kalil.

A cúpula do Botafogo ficou atônita ao ligar novamente para Autuori e saber que o técnico já estava fechado com outro clube. O presidente Mauricio Assumpção chegou a sondar outros nomes experientes, mas acabou sendo convencido pelos demais dirigentes a apostar em Eduardo Húngaro.

Rapidinha:

Eduardo Húngaro é uma boa aposta. O problema é o momento importante que o Botafogo vive, quando após 17 anos voltará a jogar uma Libertadores. Talvez não seja a hora de dar chance a um desconhecido. Não é hora de correr riscos. Uma eliminação precoce pode acabar queimando a aposta.

Fonte: Blog Sem Firula - Cláudio Portella - Fox Sports