A volta ao Ato Trabalhista não será tão simples para o Botafogo. Isso porque nem mesmo o próprio clube sabe ao certo o que fazer. Inicialmente a diretoria estava animada com o julgamento no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na última quinta-feira, o que poderia reinserir o Alvinegro. Porém, a diretoria de General Severiano desistiu do processo, já que está em fase final de criação de uma nova proposta, que consiste no pagamento de mais de R$ 1 milhão por mês para quitar suas dívidas trabalhistas.

O novo requerimento já está em fase final de elaboração. Assim que for concluído, o documento será entregue ao TRT para que um novo Ato Trabalhista seja julgado. O Botafogo junta garantias que provem a condição de cumprir com o que está escrito no documento. A expectativa no Alvinegro é positiva já que a nova proposta é ainda superior à primeira, que previa pagamento de R$ 800 mil mensais.

A volta ao Ato Trabalhista representa muito para o Botafogo. Isso porque o clube está com 100% de sua renda penhorada desde que saiu da lista, em julho de 2013. Explica-se. No Ato, os credores do Alvinegro encaram uma fila para receber o que tem direito, o que não ocorre atualmente. Assim, toda a verba do clube é destinada para pagar dívidas.

Porém, as dívidas trabalhistas não são o único problema do Botafogo. A Receita Federal também tem penhorado a verba de transações de atletas, casos de Fellype Gabriel e Andrezinho. A situação é bastante delicada e o Alvinegro tenta manobras para receber o dinheiro antes do bloqueio, o que aconteceu, por exemplo, na venda de Vitinho – dinheiro serviu para pagar salários atrasados na oportunidade.

Recentemente o Botafogo obteve um parecer do Ministério Público do Trabalho, que recomendava ao TRT a inclusão do Botafogo no Ato Trabalhista. O relatório mostrava que o clube tinha condição de firmar um novo acordo judicial para que suas dívidas trabalhistas fossem parceladas, dando fim às penhoras. No entanto, a expectativa é de que o Ato passe a valer em 2015.

Fonte: UOL