A passagem de Emerson Sheik pelo Botafogo, em 2014, segue movimentando o clube nos bastidores. A empresa Xinef Eventos Ltda, de Reinaldo Pitta, empresário do jogador, cobra R$ 160 mil de comissão até hoje não paga pela transferência para o Alvinegro.

O processo da Xinef, que tem à frente o advogado Márcio Salabert, alega que Rodrigo Pitta, filho de Reinaldo, acordou o pagamento por prestação de serviço de R$ 360 mil em cinco parcelas. A primeira, de R$ 200 mil, foi paga, enquanto as outras quatro parcelas, todas de R$ 40 mil, não foram equacionadas até o momento.

A empresa foi contratada para intermediar a contratação do atleta pelo Botafogo, em abril de 2014. A passagem de Sheik, porém, durou até outubro, quando foi demitido pela antiga diretoria.

A conta a ser paga pelo Botafogo poderia ser ainda maior se Sheik desse andamento a uma ação trabalhista por danos morais, arquivada em junho, pela sua demissão. No processo, o atacante alegava prejuízo a sua imagem, cobrando pagamento por danos morais. No dia 2 de junho, porém, o atacante não compareceu a uma audiência no Rio, e o processo foi arquivado.

Segundo o advogado Bichara Neto, que representa o escritório contratado por Sheik para representá-lo, a tendência é que o jogador não dê andamento à ação.

— O Emerson pode ajuizar um processo até dois anos após sua saída do clube, pois não houve uma posição do mérito do caso. A princípio, ele desistiu do processo — disse o advogado.

O Botafogo diz desconhecer a ação movida pela família Pitta. Durante sua passagem pelo clube, Emerson colecionou polêmicas e chegou a criticar a CBF.

Fonte: Extra Online