Virou o ano e as incertezas do botafoguense permanecem intactas. Muitas saídas, salários do elenco atrasados e poucas reposições, isso às vésperas da estreia do Botafogo no Campeonato Carioca e na Copa Sul-Americana. Para aumentar a dor de cabeça, Zé Ricardo só tem vínculo até o fim do Estadual e, para maio, ainda não há a definição da permanência do treinador.

E o plantel de Zé se reapresenta nesta sexta-feira, no Nilton Santos, para o primeiro treino da temporada 2019, agendado para as 17h (de Brasília). Já pela manhã, às 9h (de Brasília), os atletas passarão por avaliações internas. Aproveitando as novas – e não boas – perspectivas, o LANCE! separou cinco fatos importantes na volta do Glorioso às atividades; confira abaixo.

MUITAS SAÍDAS

Matheus Fernandes foi a principal venda do Botafogo nesta janela de transferências. Partiu rumo ao Palmeiras após uma proposta de 3,5 milhões de euros (cerca de R$ 15,2 milhões). Já nesta semana, o outro ativo mais importante da gestão Nelson Mufarrej deu adeus: Igor Rabello, que já realizou exames médicos no Atlético-MG e está prestes a ser anunciado como reforço.

Além da dupla, fundamental na equipe titular, Zé Ricardo também viu diversos atletas em fim de contrato deixarem o Alvinegro: Saulo, Luís Ricardo, Yago, Marcelo, Renatinho, João Pedro, Brenner, Ezequiel e Erik, dentre outros. Líderes do vestiário, Jefferson e Dudu Cearense são outros que não estarão em 2019, sendo que o agora ex-goleiro ainda deixa uma lacuna no quesito idolatria.

POUCAS CHEGADAS

É na lista de reforços confirmados que a preocupação se acentua. Até o momento, apenas o goleiro Diego Cavalieri, o volante Alan Santos e o meia Gustavo Ferrareis foram oficializados pelo Botafogo. Sobretudo para repor as diversas saídas (a maioria por empréstimo), o Alvinegro não se agitou o suficiente para trazer caras novas pontuais, como no ataque e nas laterais.

Importantes, Moisés e Jean devem estender seus respectivos vínculos de empréstimo, mas ainda aguardam o “ok” do Corinthians. Madson, lateral-direito do Grêmio, também está perto de defender a Estrela Solitária. Quanto a voltas, Leandro Carvalho será o único a ser reutilizado – o restante voltará a ser cedido, como Arnaldo, Renan Gorne (Volta Redonda) e Fernandes (Guarani).

INDEFINIÇÃO DE ZÉ RICARDO

Como já citado, Zé Ricardo ainda não tem a sequência de seu trabalho garantido para depois do Carioca. Isso porque, seu vínculo com o Botafogo, assinado em agosto passado, expira logo após a competição estadual. Até o momento, não houve conversas conclusivas sobre a renovação ou não.

Após um início ruim, até com eliminação na Sul-Americana, Zé Ricardo terminou a temporada em alta, com uma equipe organizada e que alcançou uma sequência de vitórias no Brasileirão. Ele participou do planejamento para 2019, indicou reforços, mas ainda não sacramentou a permanência no Fogão.

ANO NOVO, PROBLEMAS ANTIGOS

Mesma com a venda de Matheus Fernandes já concretizada, o Botafogo teve a quantia penhorada por conta de uma antiga ação judicial de Oswaldo de Oliveira, ex-técnico do clube. Por conta disso, não foi possível, de acordo com palavras de Mufarrej, quitar o que há de débito com os jogadores.

A expectativa é que ao menos uma parte seja paga até está sexta-feira, data da reapresentação da equipe. O que estão atrasados são os salários de novembro (CLT e imagem), décimo terceiro e férias. Neste dia 7, cabe destacar, o mês de dezembro vence, fazendo com que o débito chegue a mais de R$ 10 milhões.

EXPECTATIVA PELO CT

A pré-temporada do Botafogo era para ser realizada no novo CT, localizado no Espaço Lonier, em Vargem Pequena. Como as obras no local estão atrasadas e não houve propostas vantajosas para uma viagem, o Alvinegro se prepará para 2019 no Estádio Nilton Santos, onde já treina habitualmente.

As obras seguirão a passos tardios. Há seis etapas definidas quanto ao projeto, que contará com sete campos. Os gramados devem estar aptos em abril. No mês seguinte, as categorias de base são esperadas para abrirem os trabalhos do CT, que contou com uma doação inicial dos irmãos Moreira Salles, na casa dos R$ 5 milhões, mas que pode ultrapassar os R$ 25 milhões a partir deste mês. Os profissionais, por sua vez, seguem sem previsão para a mudança.

Fonte: Terra