A derrota por 3 a 0 para o San Lorenzo-ARG, na última quarta, já acabou, mas o sofrimento do Botafogo continua. A delegação está presa na Argentina, que vive uma greve geral dos trabalhadores. O voo do Alvinegro foi cancelado e os dirigentes se desdobraram em Buenos  Aires para conseguir uma nova passagem para o Brasil.

Inicialmente o Botafogo voltaria para o Rio de Janeiro com a Aerolíneas Argentinas, que foi diretamente afetada pela greve. Com o problema, o Alvinegro conseguiu trocar de companhia e voltará de Fly Emirates. O voo sairá de Buenos Aires ás 21h30 e tem horário de desembarque previsto para às 0h30 desta sexta-feira.

Apesar de o atraso não ter sido culpa do Botafogo, ele ajudou a delegação indiretamente. Isso porque os torcedores planejavam receber jogadores, dirigentes e comissão técnica sob protesto. Com o novo horário, as manifestações ainda não estão confirmadas, mas existe a possibilidade de ocorrer.

Quem vive situação delicada é o técnico Eduardo Hungaro. O técnico do Botafogo ficou na berlinda após a eliminação da Libertadores e muitos torcedores pediram sua demissão. Por meio de ligações, a diretoria conversou e achou por bem manter o treinador até a Copa do Mundo.

O motivo de sua permanência é o mesmo de sua contratação: falta de dinheiro. No início do ano, o Botafogo sondou Tite e Cristóvão Borges, mas os altos salários impediram uma negociação. Assim, o Alvinegro apostou em Eduardo Hungaro, que encontrou forte resistência da torcida, animada na volta do time à Libertadores após 18 anos.

Fora da Libertadores e do Campeonato Carioca, o Botafogo ficará sem jogar até dia 20 de abril, quando fará sua estreia no Brasileiro, diante do São Paulo, no Morumbi. Para esse jogo, o Alvinegro terá o reforço de Zeballos e, muito provavelmente, de Emerson Sheik, que deve chegar ainda essa semana.

Fonte: UOL