Renovou, mas não renovou. Apesar de confuso e contraditório, essa é a real situação do Botafogo como o seu patrocinador – ou não. No dia 20 de dezembro, o clube divulgou no site oficial um novo acordo com a Viton 44. A parceria previa mudança em relação aos anos anteriores: fim da exclusividade e redução de quase R$ 20 milhões. Mas uma exigência da empresa ainda não teve como ser atendida e ela pediu ao Alvinegro para retirar a marca do uniforme.

Explica-se. Desde o ano passado, o Botafogo tem sofrido com penhoras e usa de algumas manobras para receber a verba de patrocínio. A Guaraviton pagava ao Banco Modal, que repassava a quantia ao Alvinegro. O problema é que a empresa ficava em uma ‘sinuca de bico’, já que a Justiça orientava o não pagamento dessa forma. O presidente Neville Proa se irritou e tomou uma decisão: só patrocinará quem puder receber na própria conta.

E é justamente nessa exigência que o Botafogo se complica. Apesar de ter voltado ao Ato Trabalhista, a conta do clube ainda não foi desbloqueada e a tal manobra ainda se faz necessária. O grupo Viton 44, no entanto, não assinará o novo acordo até que essa situação seja resolvida. Mesmo que seja algo burocrático e que vá ser resolvido com o tempo.

O problema é que o Botafogo sabe que precisa da parceria com o Viton 44. Isso porque até mesmo quando achava que tinha o patrocinador máster para a temporada, o Alvinegro saiu no mercado à procura de novos patrocinadores para os demais espaços no uniforme. E foi aí que o Alvinegro se deu conta de que as empresas já haviam fechado as negociações para 2015.

“Já estamos à procura de novos patrocinadores, mas encontramos o mercado em recessão. Quando iniciamos as buscas, as empresas já estavam com a verba comprometida. É mais uma dificuldade que temos pela frente”, disse o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira ao UOL Esporte.

Em meio a uma grave crise financeira, o Botafogo tem sofrido para conseguir patrocinadores, sua segunda principal fonte de receita, atrás apenas da cota de televisão. Além disso, o Engenhão foi reaberto com capacidade reduzida e repleto de problemas, o que deixa o Alvinegro longe do lucro esperado com o estádio neste momento.

Fonte: UOL