O Botafogo se movimenta para cobrar na Fifa valores que tem a receber de duas negociações onde alega ser considerado clube formador. A primeira, a venda do volante Fellipe Bastos, do Vasco para o Al-Ain, dos Emirados Árabes. A segunda, do atacante Caio Canedo, ex-Internacional para o Al-Wasl, também dos Emirados Árabes.

Segundo o departamento jurídico do Botafogo, o clube tem direito a receber 5% do montante envolvido nas negociações por ter formado os atletas. No caso de Fellipe Bastos, a mudança do Vasco para o Al-Ain pode render aos cofres alvinegros cerca R$ 1,1 milhão (US$ 350 mil). Já a mudança de Caio para a Arábia ainda não tem seu valor confirmado.

— O Botafogo tem receber sobre essas negociações por ser clube formador. Vamos agilizar a documentação junto a Ferj e enviar, já na próxima semana, esse pedido de cobrança junto a Fifa — disse o vice jurídico do Botafogo, Domingos Fleury.

O Botafogo terá de pedir a Ferj documentos relativos ao passaporte de atleta do atacante Caio, além de enviar ao advogado designado pelo clube no pleito a procuração para defender o clube.

A ideia é ter isso em mãos até esta sexta-feira, para que a cobrança seja reivindicada já na segunda-feira. O pedido será enviado ao lado da notificação pelo pagamento do zagueiro Dória.

O Botafogo pedirá a Fifa que obrigue o Olympique de Maselha, da França, o pagamento integral dos 6 milhões de euros (cerca de R$ 21 milhões) relativos a compra do defensor, em 2014.

O clube francês deveria ter depositivo no dia 1º de julho, a primeira parcela da compra, de 1 milhão de euros (R$ 3,6 milhões). Mesmo após ser notificado pelo Botafogo, os franceses não efetuaram o pagamento.

Fonte: Extra Online