O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) decidiu nesta quarta-feira punir o volante Bruno Silva, do Botafogo, com três jogos de suspensão por ter chutado a bola no árbitro Bruno Arleu após o apito final do confronto contra o Vasco, que decidia a Taça Rio, no dia 16 de abril. A punição, entretanto, só vale para a próxima participação do jogador no Campeonato Estadual. Como um jogo já foi cumprido – a semifinal contra o Flamengo – ele precisará ficar fora das duas primeiras rodadas do Carioca de 2018.

Conforme possibilidade adiantada pelo EXTRA, a punição do jogador foi transferida do artigo 254-a do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, no qual ele foi enquadrado pela promotoria do TJD e que trata de agressão física, para o 258, que prevê punições para atitudes antidesportivas. A punição para o artigo 258 é em jogos, por isso só vale para a competição em que a infração ocorreu. Se o jogador tivesse sido condenado pelo artigo 254-a, a punição seria em dias e valeria também para competições nacionais – Brasileirão e Copa do Brasil.

No julgamento, o atleta manteve sua versão de que o chute que acertou o árbitro foi sem querer:

– Não tive a intenção de chutar a bola para acertar ele. Rolaram a bola e eu chutei, sem olhar para onde tinha ido. O meu erro foi não ter me desculpado com o árbitro – disse ele na audiência.

Após a partida da última terça-feira, contra o Barcelona de Guayaquil, que o Botafogo perdeu por 2 a 0, o técnico Jair Ventura falou sobre a importância do jogador na equipe.

– Nós perdemos o Bruno, e eu não tenho ninguém do elenco com a mesma característica – afirmou ele em entrevista coletiva. A ausência do volante foi a justificativa para a mudança no esquema da equipe, que voltou a atuar com dois volantes.

No mesmo julgamento, o zagueiro Marcelo, também expulso contra o Vasco, foi suspenso por uma partida, já cumprida na suspensão automática contra o Flamengo.

Fonte: Extra Online