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Candidato, Marcelo Guimarães detalha projetos e põe Engenhão de carro-chefe

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Marcelo Guimarães é um velho conhecido da torcida do Botafogo. Diretor de marketing durante o primeiro mandato de Maurício Assumpção, ele sonhou alto após ser demitido em 2012. Almejava ser presidente do Alvinegro, clube pelo qual tem forte ligação.

Líder da chapa “O Grande Salto”, Marcelo Guimarães está vivendo seu sonho, mas ele quer mais. Motivado em fazer história pelo clube do seu coração, o ex-diretor de marketing traz propostas inusitadas para ganhar as eleições do dia 25 de novembro.

O segundo candidato entrevistado pelo UOL Esporte promete um Engenhão lucrativo e customizado com as cores do Botafogo, o que ele define como carro-chefe para o Alvinegro voltar a ter um time de alto nível. Marcelo Guimarães quer construir uma sede no entorno do estádio, um local para os sócios-proprietários passarem o dia, almoçar com suas famílias e no fim da tarde assistir a um jogo de futebol.

Confira a entrevista:

UOL Esporte: Quais seriam suas primeiras ações como presidente?

Marcelo Guimarães: As nossas ações já começaram. Não estamos esperando o início do mandato. Entregamos o projeto do Grande Salto, com os nossos compromissos , para o governador Pezão. Já tivemos duas reuniões com o deputado Otávio Leite, relator da lei de refinanciamento do esporte. Já fechamos uma parceria com uma consultoria financeira. No primeiro dia, vamos atualizar o levantamento da KPMG, que realizou auditoria em março. Isso para estabelecer o momento vero da nossa entrada no Botafogo. Ajustar ato trabalhista, repactuar as dividas recentes de salario. Assumirei imediatamente a gestão executiva do Engenhão. Minha experiência me permite isso. Não há um período de aprendizado.

UOL Esporte: Sócio-torcedor terá direito a voto?

Marcelo Guimarães: Tamanho de colégio eleitoral não significa qualidade de voto. Vamos levar esse tema para discussão. Não quisemos usar isso de forma eleitoral, pois vem junto de um pacote muito mais amplo. Vamos assumir a gestão do sócio-torcedor. Os programas mais bem sucedidos são feitos pelo próprio clube. O Engenhão será estrela do nosso programa. Área com preços populares. Preços mais vantajosos de uma forma geral. Assumo o compromisso de estabelecer a quantidade de jogos que nosso sócio estará adquirindo, pois haverá planejamento. Não haverá quebra de contrato.

UOL Esporte: Mas o Botafogo é obrigado a fazer 15 jogos anuais no Maracanã

Marcelo Guimarães: Não iremos quebrar nenhum contrato. Temos que recuperar a credibilidade. Modéstia à parte, tenho isso comigo.  Tive cargo remunerado no clube e adquiri respeito no mercado com bom trabalho. Mas uma coisa você pode ter certeza, a casa do Botafogo será o Engenhão.

UOL Esporte: O Engenhão será o pilar do seu mandato?

Marcelo Guimarães: Exatamente. O Engenhão está no centro do nosso mandato. Tenho respeito pelos candidatos, mas sou o único com experiência executiva. Eu participei de várias negociações, produtos comercializados, no estádio. Cotas de patrocínio, circuitos publicitários, implantação da praça de alimentação multimarca. Conheço profundamente tudo isso. Vale dizer que teremos dois Engenhões. O primeiro é o de antes da Olimpíada. Me comprometo customizar com as cores do Botafogo. Algo removível, pois será usado nas Olimpíadas. A nossa torcida precisa adotar o Engenhão como sua casa. Participamos das negociações dos grandes shows que lá ocorreram e vamos trabalhar para que o estádio seja o polo de financiamento dos nossos desafios financeiros

UOL Esporte: Enquanto isso o Engenhão está interditado…

Marcelo Guimarães: Me chama atenção nesse caso o presidente de um clube. Ele precisa ter um único patrão, que são os botafoguenses. Quando se filia a um partido politico, perde a capacidade de negociar com autonomia. Eu vejo que um dos nossos candidatos é filiado e primeiro suplente de vereador [Vinícius Assumpção]. Esse foi um dos equívocos centrais do atual presidente: se filiar ao PMDB, mesmo partido do prefeito Eduardo Paes e do governador Pezão. Não vou insinuar irresponsavelmente que as obras da cobertura eram desnecessárias. Posso assegurar, que se estivesse lá, daria absoluta transparência em toda essa situação.

UOL Esporte: Como você analisa o mandato do Maurício Assumpção?

Marcelo Guimarães: Claramente temos dois mandatos. Um absolutamente o oposto ao outro. São múltiplas as razões para a decadência do atual presidente. Mas prefiro escolher uma, que é indiscutível. Do fim do primeiro para o segundo mandato, ele demitiu o estafe profissional. Saíram Anderson Barros, gerente de futebol, Renato Blaute, diretor financeiro, Luiz Fernando, da área administrativa, Miguel Ângelo da Luz, dos esportes olímpicos e eu, do marketing. Ele trocou esses profissionais de mercado por amigos e apadrinhados.

UOL Esporte: A renegociação das dívidas é prioridade? O Botafogo terá que reduzir gastos para se manter em dia?

Marcelo Guimarães: A divida é o grande desafio. A gestão da divida vai permitir que o próximo presidente se movimente. Na verdade, o primeiro ato é emitir para o mercado, sinais relacionados a transparência, responsabilidade coorporativa, governança. O mercado precisa compreender, que se inicia uma nova era na gestão do clube. Posso assegurar que estamos muito informados das nossas urgências financeiras. Existe uma espécie de armistício. O presidente que assumir deixa de ser parte do problema para ser a solução. Até credores passam a ver de outra maneira. Respeitar as leis vigentes de renegociação das dividas refis e ato trabalhista. Não temos como saber como está a situação, se estará de volta ao ato.

Quanto ao futebol, me precavi trazendo o vice-presidente Edson Santana, que também acumulará como vice de futebol. Ele quem montou os times que conquistaram a Conmebol, Brasileiro, Teresa Herrera e Rio-São Paulo. Tinha muita dificuldade também naquela época. Ainda assim conseguiu os títulos. Tenho especialistas em cada área, inclusive no futebol.

 

Divulgação

UOL Esporte: Mesmo com um cenário delicado, o Botafogo terá quatro chapas concorrendo. Por que isso?

Marcelo Guimarães: Não posso falar sobre as razões dos demais candidatos. Falo sobre mim. A primeira delas é que sou o único a ter olhar executivo de dentro e sei que tem jeito. Tem solução. O problema central é a politica do clube, o convívio entre remunerados e os não remunerados, despende enorme energia. Quero inaugurar uma nova era na vida politica,
Segundo aspecto: sou botafoguense, sou neto, filho, irmão, marido e pai de botafoguenses. O desafio de fazer historia no clube que amo é o que me move. Sei os melhores caminhos por já ter vivido lá. Sou impulsionado pela honra e orgulho

UOL Esporte: Presidente não tem salário. Como você se manterá por três anos, caso eleito?

Marcelo Guimarães: Existem cargos não remunerados. A realidade é essa e precisa de uma ampla reforma estatutária. Ampla. Que vai com certeza absoluta refletir nesse tema, o caminho com certeza é uma equipe profissional tocando o clube. Não é possível não estar alinhado com essa visão. Tenho visto presidentes se esconderem atrás do estatuto quando ele é útil para seus desejos. A primeira providência é a mudança dessa atitude. Assumir com disposição de mudar tudo profundamente.

UOL Esporte: O Botafogo tem solução?

Marcelo Guimarães: O Botafogo tem solução, não tenho a menor duvida disso.

UOL Esporte: Mudará alguma coisa nas categorias de base, um dos pontos positivos da atual administração?

Marcelo Guimarães: Houve uma evolução nas categorias de base, não se discute. Esse trabalho foi muito prejudicado com o desmonte de Marechal Hermes, o que foi incompreensível. O projeto era reformar Marechal para ter um centro de treinamento moderno. Hoje a base treina no improviso de Caio Martins. Não temos uma política nacional de olheiros, alojamentos para que os testes possam ser desenvolvidos com mais tempo e qualidade, não aproveitamos os ídolos do passado nesse processo. Precisa ser retomada a integração de todas as categorias.

UOL Esporte: Mande um recado para a torcida do Botafogo

Marcelo Guimarães: Queria dizer do grande orgulho de participar desse processo eleitoral. Já é uma honra, mas queremos ir além. Nosso projeto foi apresentado em um vídeo de 26min em maio deste ano. Portanto, sou o único que tem todos os compromissos firmados em vídeo. Asseguro aos sócios proprietários que já em 2015 terão direito de assistir ao jogos no Engenhão. Asseguro também que faremos intervenções pontuais em General Severiano. Cabelereiro, manicure, sala de cinema e academia. Tudo para ampliar oferta de entretenimento e lazer na sede. Depois das Olimpíadas, iremos construir no entrono do Engenhão, uma sede social olímpica. Isso finalmente possibilitará que o sócio proprietário desfrute do lazer do seu clube no mesmo espaço que no final do dia assistirá a um jogo de futebol. Prometo um clube aberto, inclusivo e que ao final do mandato terá recuperado o orgulho abalado desses últimos tempos.

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