Carlos Alberto elogia longa reunião e rejeita greve no Bota: ‘Seria tiro no pé’

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Após atraso de mais de duas horas no treino do Botafogo na manhã desta terça-feira devido a uma reunião com participação do diretor de futebol Wilson Gottardo, comissão técnica e jogadores, o meia Carlos Alberto revelou parte do que foi dito. O jogador descartou que o elenco pense em fazer greve, o que chamou de “tiro no pé”, e reforçou a confiança de que a diretoria resolverá o problema de salários atrasados.

Na véspera, Gottardo afirmara que foi surpreendido por parte do conteúdo da faixa que os jogadores levaram a campo antes da derrota no clássico de domingo. Além de uma mensagem, eles detalharam as dívidas do clube com o elenco (três meses de salários, cinco meses de direito de imagem e FGTS), o que desagradou a diretoria.

Embora os jogadores tenham deixado a reunião com semblante sério, sem a habitual descontração antes dos treinos, Carlos Alberto viu a conversa com bons olhos.

— Quando a reunião é assim (longa) significa que foi proveitosa. Serviu para cada um colocar aquilo que aconteceu no jogo e acertar outros detalhes — afirmou o meia, que falou sobre a posição de Gottardo. — Ele tem direito de não concordar com o protesto. O objetivo da reunião foi muito bom. Talvez a gente tenha perdido um pouco o horário de treino, mas foi bom para o Mancini cobrar os jogadores e nós mesmos nos cobrarmos.

O treino estava previsto para iniciar às 9h e os jogadores só foram a campo às 10h55. O atraso causou uma situação de constrangimento no trio de arbitragem chamado para apitar um jogo-treino dos reservas com o Bangu. Às 10h40, o árbitro teve que ir ao vestiário do Botafogo perguntar se a partida seria realizada. Os jogadores do Bangu faziam aquecimento até às 9h45m, quando perceberam que a atividade seria atrasada. Eles sentaram em cadeiras próximo ao campo anexo do Engenhão para esperar os adversários.

Nesta segunda-feira, o técnico Vágner Mancini revelou, em entrevista à Rádio Globo, que o Emerson socorre parte dos jogadores emprestando dinheiro. Carlos Alberto afirmou que o atacante não é o único e aproveitou para falar sobre a união do grupo no momento de dificuldade.

— Não é só o (Emerson) Sheik. Tem muita gente que ajuda os jogadores e funcionários. A gente busca uma situação que fique confortável para todos. O ser humano na dificuldade tenda a ser solidário e ajudar. Vejo comprometimento entre jogadores, funcionários e comissão. Por isso, temos que ter vitórias para manter essa paz e harmonia — afirmou. — O que esse grupo faz no dia a dia não merece estar passando por coisas desse tipo. Pela paz de cada um, vamos buscar vencer os jogos.



Fonte: O Globo Online
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