A juíza Elizabeth Manhães Nascimento Borges, da 74ª Vara do Trabalho, ordenou o bloqueio de R$ 1.363.645,86 das contas bancárias de três dirigentes do Botafogo em razão da dívida que o clube tem com o ex-volante Túlio. Foram penhorados nesta quinta-fira R$ 262.682,06.

Desse valor, quem mais ficou no prejuízo foi Heraldo Lopes de Almeida, representante do Conselho Deliberativo na Companhia Botafogo: R$ 258.124,60. O presidente Carlos Eduardo Pereira teve R$ 2.476,30 penhorados e o vice geral Nelson Mufarrej, R$ 2.081,16.

O Botafogo está recorrendo das penhoras e tenta um novo mandado de segurança, para incluir a dívida, contraída na gestão Bebeto de Freitas, no Ato Trabalhista. Carlos Eduardo Pereira mais uma vez mostrou-se indignado.

– O coitado do Heraldo que é um aposentado e está sofrendo essa crueldade. É uma tristeza o que a Justiça está fazendo com pessoas de bem. É uma vergonha, uma vergonha. O que me sinto é envergonhado diante desse fato. Essa juíza ignora o impacto que ela está causando na vida de pessoas de bem, que pagaram esse ano R$ 13 milhões de ações trabalhistas em atraso. O Botafogo fez isso, pagou rigorosamente em dia. Mas eu vou perguntar ao Tribunal Regional do Trabalho. Eles antes acusavam o Botafogo de sonegação. Hoje, o Botafogo está em dia e esses juízes não respeitam o Ato Trabalhista. Vou perguntar: o que está valendo? É o que nos cobram, e pagamos em dia, ou se é a decisão de qualquer juiz que da cabeça dele resolve descumprir o Ato Trabalhista. E coloca a vida de pessoas de bem, como eu, o Nelson e o Heraldo, como se fossem bandidos – disse ao Globoesporte.com

Fonte: Globoesporte.com