Segundo a diretoria da Portuguesa, as tratativas com o Botafogo vinham sendo realizadas com o vice-presidente de estádios do Alvinegro, Anderson Simões. O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, tratou com normalidade a situação da desmontagem da estrutura. Segundo o dirigente, esta parte não permaneceria com a Lusa.

– Não tem nada disso. O Botafogo está apenas no processo de desmonte de tudo que ele colocou lá, que fez e não tem nada que tenha que ficar. Pelo contrário, estamos retirando as bases das torres de iluminação. Tudo foi construído pelo Botafogo. Encerrando a utilização, o Botafogo tem o direito de desmontar todo o equipamento – disse, completando sua observação.

– As bases de concreto das torres de iluminação foram construídas pelo Botafogo, em momento nenhum o contrato fala que elas estarão servindo para a Portuguesa. São instalações que o Botafogo construiu para viabilizar o estádio. Encerrado o contrato, não tendo havido um entendimento para a passagem dessas instalações para o novo locatário, que foi o Flamengo, o Botafogo se reserva ao direito de retirar todas as instalações que ele fez. E é o que ele está fazendo. Simples. Não tem nada de complexo, é o mesmo procedimento que existe, desde a locação inicial da Arena – confirmou.

Carlos Eduardo Pereira revelou que o Botafogo está deixando algumas mudanças feitas no prédio da Portuguesa, apenas alterações referentes ao campo, que foram desmontadas pelo Alvinegro. Sobre a questão do horário, o presidente do Glorioso viu com estranheza a situação e enxerga um exagero pelo lado lusitano.

– Como alguém vai entrar em um período não confirmado? Isso em um clube, que tem todas as entradas, as pessoas são todas identificadas, são funcionário de empresas. Eu acho que há um exagero pelo lado da Portuguesa. Eu espero que acabe, estamos na reta final do ano. Quanto menos tumulto estiver, melhor – encerrou.

Fonte: FutRio