Quando seus times se enfrentarem no Carioca, dia 10, em jogo marcado para o Engenhão, Carlos Eduardo Pereira e Eduardo Bandeira devem manter apenas cumprimentos protocolares.

O anfitrião, presidente do Botafogo, diz ter desistido de tentar estabelecer um contato do trivial com o dirigente rubro-negro, como tem mantido com Eurico Miranda, do Vasco, e pretende estabelecer com Pedro Abad, recém-eleito no Fluminense.

Depois do caso Willian Arão, a relação piorou, a ponto de o presidente do Botafogo dizer que as portas do Engenhão estão fechadas para o Flamengo.

Quase dois anos se passaram desde o imbróglio com Arão, mas não há sinal de trégua.

– Com Eurico, o relacionamento é bom, com o Pedro começará, mas, com o Bandeira, não há nenhum. Eu acho que são muitos episódios, a começar pelo Willian Arão, e tudo que veio depois, aprofundou ainda mais esta distância – disse Pereira, explicando o motivo pelo qual deixou de tentar uma aproximação:

– Começou mal e vai mal. Não penso mais em conversar, porque o que eu tinha que ver, eu já vi. A prática deles é de tal maneira pretensamente hegemônica em relação aos demais que dificulta o diálogo.

Bandeira de Mello, em contato com o blog, disse que respeita a decisão de Pereira:

– Eles têm sido bem explícitos em relação ao Flamengo. Temos que respeitar.

Fonte: Blog Panorama Esportivo - O Globo Online