O novo presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, marcou o primeiro gol de sua gestão nesta sexta-feira, ao conseguir fazer o clube voltar ao Ato Trabalhista, o que de imediato vai gerar o desbloqueio de aproximadamente R$ 5 milhões que estavam penhorados. Segundo o mandatário, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Carlos Alberto Araújo Drummond, que havia revogado o Ato no dia 29 de julho de 2013, despachou dessa vez a favor do Alvinegro.

O novo Ato tem validade de dez anos e será publicado no Diário Oficial na segunda ou na terça-feira. Ainda nesta sexta, a TV Globo e a Federação de Futebol do Rio receberão ofício comunicando o desbloqueio das verbas. Pelo acordo firmado, o Botafogo se compromete a destinar a dívidas trabalhistas parcelas de R$ 750 mil nos meses de janeiro, fevereiro e março. De abril a dezembro, o valor mensal subirá para R$ 1,2 milhão.

Em nota publicada no seu site oficial, o Alvinegro informou que “o acerto é um marco muito importante para a recuperação da credibilidade e do funcionamento normal do Botafogo”.

Há um ano e meio, o Ato havia sido revogado porque, segundo o acordo firmado àquela época com o TRT, o clube deveria destinar 20% de suas receitas para o pagamento de dívidas trabalhistas. Porém, as receitas da Companhia Botafogo, criada na gestão de Bebeto de Freitas, não foram levadas em conta nos repasses. O Glorioso sonegou R$ 95.094.232,63. Ou seja: ao omitir as receitas da Companhia Botafogo, o clube alvinegro depositou apenas R$ 30.344.015,87, quando deveria ter pago R$ 125.438.248,50, levando-se em conta sua receita bruta de R$ 627.191.242,50, apurada de 2009 a março de 2013.

Fonte: Blog Extracampo - Marluci Martins - Extra Online