A demissão do preparador físico Marcelo Campello, enteado do “capitão do tri” Carlos Alberto Torres, dividiu a cúpula do futebol do Botafogo. Não propriamente pelo desligamento do profissional que levou o time às finais do Campeonato Estadual. É que uma parte da governança alvinegra sustenta que a indicação do novo preparador deve ser feita pela direção – leia-se o vice-presidente de futebol, Antônio Carlos Mantuano. Outra corrente defende que o profissional a ser contratado tenha trabalhos já bem sucedidos em parceria com o treinador, cabendo então a René Simões a escolha do novo titular da pasta. Calada, torcendo fervorosamente pela conquista do título, há nos bastidores uma terceira ala que torce pela efetivação do jovem Felippe Capella, que vinha servindo ao time sub-17 do clube, classificado às semifinais da Copa do Brasil. Capella, elogiado em General Severiano, vem a ser genho do treinador Waldemar Lemos, irmão de Oswaldo de Oliveira, técnico do Palmeiras.

Como não há muito a ser feito visando à preparação física dos jogadores para os dois jogos decisivos contra o Vasco, o coordenador Antônio Lopes e o técnico René Simões direcionam as atenções para os trabalhos técnico e tático. Mas, se prevalecer a escolha do vice de futebol Antônio Carlos Mantuano, o novo preparador físico do Botafogo será o experiente Ronaldo Torres, ex-jogador do clube, preparador físico campeão brasileiro com Paulo Autuori em 1995, e estadual com Joel Santana, em 97, e do Torneio Rio-São Paulo, em 98. Torres já trabalhou em Fla, Flu e Vasco.

Fonte: Coluna Futebol, Coisa & Tal - Gilmar Ferreira - Jornal Extra