Diretor da base e elo do Botafogo com os irmãos Moreira Salles, Manoel Renha explicou nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Brasil, como seria a entrada da família no clube. Os empresários já contrataram a empresa de auditoria Ernst & Young para fazer um estudo sobre as finanças do clube.

A situação, por enquanto, segundo Renha, ainda é embrionária. Mas o dirigente alvinegro diz que a entrada dos irmãos Moreira Salles passaria por uma mudança significativa na gestão do Botafogo. O clube teria, por exemplo, de gerar uma S.A. (sociedade anônima), para que haja aporte financeiro. E citou o modelo que é praticado na Europa, por exemplo.

– É um projeto no qual as pessoas estão colocando um pouquinho a carroça na frente dos bois. A realidade é que será feito um estudo pela Ernst & Young, passa por um processo de o Botafogo gerar uma S.A, a exemplo de diversos clubes europeus, que se tornaram empresas e que têm um dono, que continuaram com identidade deles, mas passaram a receber aportes financeiros bastantes significativos – explicou Renha.

Por mais de uma vez, o dirigente da base alvinegra deixou claro que é preciso que a política do Botafogo entenda a situação e faça adequações no estatuto para que os Moreira Salles possam de fato entrar no futebol de forma mais efetiva, ressaltando que inda serão necessárias discussões.

– No modelo que existe hoje, vamos ficar dando murro em ponto de faca. Passa pelo Botafogo realmente virar um clube-empresa e quem investir vai passar a ter controle sobre o clube. Seriam dois botafoguenses que estariam predispostos principalmente pela paixão que têm desde a infância, mas se farão ou não depende desse estudo, de como o modelo seria feito, depende também do clube se adequar, do Conselho Deliberativo, dos sócios entenderem ser positivo para o clube e fazerem as alterações necessárias – disse, completando:

– Está ainda muito embrionário, existe essa possibilidade mas ainda há um caminho relativamente longo, algumas etapas a serem concluídas. Tem que ser uma decisão deles, desde que o modelo agrade. Se eles concordarem, passa para o clube querer se enquadrar nesse modelo. Acho que seria interessante e um caminho muito positivo para o Botafogo. Não é uma coisa rápida, tem muita questão política e de entendimento dos associados acharem ou não ser um caminho possível.

Fonte: Redação FogãoNET e Rádio Brasil