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Diretor do Botafogo diz que Edílson errou e não deveria ter comprado medicação

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Um dia após as duras críticas feitas pelos jogadores demitidos no início do mês, a diretoria do Botafogo rompeu o silêncio e decidiu dar sua versão para certas questões levantadas pelo quarteto na coletiva de quarta-feira.

O diretor técnico Wilson Gottardo rebateu ontem algumas alfinetadas disparadas por Edílson, Bolívar, Julio César e Emerson Sheik. Entre elas, a de que o lateral-direito teve que pagar do próprio bolso uma medicação para tratar de lesão.

— Não teve discussão (como descrito por Edílson). Ele fez algo que não era para fazer. Temos responsáveis pela logística dos medicamentos… Foi algo que partiu dele, e sem necessidade. Depois quis reembolso, mas não tinha recibo — disse Gottardo.

Outra crítica rebatida pelo dirigente foi a feita por Sheik em relação à estrutura atual do clube. Na coletiva, o atacante afirmou que muitas lesões sofridas pelos jogadores alvinegros nesta temporada foram em decorrência do mau estado de conservação do campo anexo do Engenhão, onde o elenco treina diariamente. Como argumento, Gottardo lembrou que o gramado foi usado durante a Copa do Mundo.

— Nossa estrutura é boa. Os departamentos de alimentação, de fisiologia, com profissionais e equipamentos… E o campo foi preparado para a seleção da França, foi aprovado pela Fifa. Cada organismo de jogador reage de uma forma, mas não se pode generalizar. Há um desgaste natural do campo pelo uso, mas é um gramado aprovado pela Fifa — reiterou.

Outra reclamação dos jogadores foi o motivo das dispensas. O presidente Maurício Assumpção citou o aspecto técnico, e muito se falou em influência negativa dos demitidos sobre os demais, mas os atletas rechaçaram ambas as possibilidades.

— Sobre isso não vou falar — afirmou Gottardo.

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