Durcesio planeja ‘entregar Botafogo melhor’ e diz: ‘Acredito que não vai cair’

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Por FogãoNET

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Durcesio Mello - Eleição no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Durcesio Mello foi eleito nesta terça-feira o novo presidente do Botafogo e já deu sua primeira entrevista coletiva, logo após o pleito. Com discurso otimista, ele disse acreditar que o time não será rebaixado no Campeonato Brasileiro, falou de planos e projetou entregar um clube melhor ao fim do seu mandato, daqui a quatro anos.

Leia abaixo a entrevista:

Ser eleito presidente

– É um dia muito feliz. Vamos fazer um trabalho muito grande, já começa amanhã (quarta), para resgatar o Botafogo. Vão ser quatro anos de desafio, mas sou muito otimista. Acho que vamos conseguir fazer um novo Botafogo, um Botafogo moderno. Hoje, em meio a essa alegria, tivemos uma tristeza de perder um grande jornalista botafoguense, Fernando Vannucci, que Deus ilumine ele. Mas para mim amanhã já começa muito trabalho a fazer, quanto a isso estou muito feliz.

O que é Botafogo moderno?

Botafogo moderno é o Botafogo profissional, que tanto falamos, com governança corporativa, CEO, metas, equipe remunerada, bonificações. Tem que ser uma empresa. Vamos começar amanhã a arrumar headhunter para encontrar esse CEO com o perfil que precisamos e então o diretor de futebol, financeiro e administrativo, comercial e daí para baixo. Tem muita gente boa no Botafogo, temos que valorizar, porque vão ajudar muito.

O que mudar no futebol?

– O futebol nesse momento não tem muito o que fazer. O que se pode fazer é ânimo, conversar olho a olho. Mas esse time foi montado por essa administração. A janela de inscrição fechou, não dá para trazer o Messi nem que quisesse. A única coisa que poderia mudar é o técnico, mas (Ramón Díaz) nem assumiu, não vou mudar até o fim do ano. Até 24 de fevereiro é isso o que teremos. Vamos ter mais motivação, um técnico. Estive com ele, me passou atitude muito boa, profissionalismo, está muito satisfeito de estar no Botafogo. Ele é a nossa esperança.

Conversa com os jogadores

– Pretendo conversar com o elenco o mais breve possível. O Comitê de Futebol está saindo, vou ver se o (Carlos Augusto) Montenegro vai comigo numa passagem. Iria eu e Vinicius (Assumpção) fazer esse primeiro papo, talvez sexta ou segunda, antes do jogo com o Flamengo.

Esportes

– Tenho muitos planos para os esportes olímpicos, mas agora vai ter que esperar. Primeiro entrar na casa e ver o que tem. Demora a captar dinheiro, não só de patrocínio bom, como de lei de incentivo. Isso não é para agora. O basquete é exceção porque já está funcionando, (Carlos) Salomão tocando muito bem. No resto temos vôlei, basquete, polo aquático, remo, natação, mas tem que ser tudo autossustentável, com começo, meio e fim. Foi o que sofremos no basquete, o projeto não teve fim, só começo e meio em termos de verba. Aí acaba perdendo todo o trabalho de quatro, cinco anos.

Fé em permanecer na Série A

– Esse time não posso mexer, só dar injeção de ânimo e motivação. Sou um otimista por natureza, acredito que o time não vai cair. Não é pior que muitos. É o que posso passar. A mensagem de otimismo é essa. Como torcedor acredito muito que esse time vai virar.

Novo Botafogo

– Não vai ser de imediato, o time está aí. A transformação que falo é profissionalismo, tirar indicação, não tem ninguém na chapa indicado, só dois VPs. Acreditamos no modelo profissional, não vai ter indicação de amigo e modelo amador. Não dá mais. Tem que passar para o profissional. O Botafogo tem grande chance de ser a primeira S/A no Brasil, independente, com empresários e investidores colocando dinheiro para voltarmos a ser campeões.

Felipe Neto

– Não conheço o Felipe Neto particularmente, mas quero chegar nele. Tem uma empresa que pode ajudar bastante na nossa comunicação. Tenho que falar com ele.

Legado

– Quero entregar um Botafogo melhor. Não é promessa. Mas um Botafogo mais profissional, mais ajeitado, não como vem sendo há 40 anos. Gostaria de deixar esse legado, ter uma estrutura melhor para o próximo presidente. Hoje o presidente que assume não tem dinheiro em caixa, precisamos acabar com isso.

Sócio-torcedor poder votar

– Gostaria muito de mudar, temos um projeto para sócio-torcedor. Se acontecer a S/A, vai abrir as portas do clube. Novos sócios trazem sangue novo, renovam. Eu sou velho, vou acabar daqui a quatro anos quando acabar o mandato. É muito triste ver o Botafogo ter colégio eleitoral de 800 sócios. Não é agora, mas vai acontecer. Foi feita uma mudança no estatuto, mas é tão caro e tão difícil que não adianta. Precisa de um modelo mais simples e amigável para o sócio-torcedor poder votar.

Botafogo S/A

– Não vou falar de data, porque já falei e me dei mal. Acredito que está bem encaminhada e tem modelo que torcedor vai poder ser sócio. Essa é a cereja do bolo. Estamos trabalhando com fundos estrangeiros, que comprariam 51% e os outros 49% podem ficar para investidores como eu, você ou quem quiser botar R$ 100 ou R$ 1.000. No futuro vai ganhar com dividendos.

Novos Vice-Presidentes

– Escolhi o VP de Remo e o VP de Esportes Gerais. Esses já estão escolhidos, são os únicos, mas prefiro não falar os nomes.

Irmãos Moreira Salles

– Vou falar com os Moreira Salles brevemente. São a solução para base e CT. Quero fazer rápido é devolver o CT para eles, que acabarão a obra e vão manter o CT por cinco anos. Esse é o maior presente de Natal que podemos receber. Um CT de primeiro mundo, um dos três tops do Brasil. Eles estão querendo fazer isso para nós.

Arbitragens e CBF

– Tenho que ir lá, não posso dizer porque não conheço, não tenho conhecimento na CBF. O Nelson (Mufarrej) tem sido um parceirão, sempre nos fala em nos apresentar a essas pessoas. O Botafogo vem sendo diminuído ao longo dos tempos, temos que mudar isso. Temos que conversar, não é agora, nesse momento, mas é importante. Não podemos mais ser prejudicados. Algo tem que ser feito para marcarmos posição. Não é possível ser prejudicado em plena era do VAR.

Perfil do CEO

– Tem que ser de gestão, de finanças, não precisa ser do futebol. O diretor de futebol sim. O CEO é de gestão, é fácil de achar, com experiência nas finanças e parte comercial. Estamos contratando um headhunter, vamos definir o perfil e ir no mercado. Vai entrevistar, ver se é esse. Não tenho preocupação, o CEO é um profissional, diferente de um amador ou amigo seu. Ele vai atingir metas. Gostaria muito de anunciar no dia 1º, mas vai ser em janeiro.

Separação de futebol e demais áreas

– É o melhor dos mundos, hoje tudo vive do futebol. Dinheiro do futebol tem que ser do futebol, não pode pagar luz da sede. O restante tem que ser autossustentável. Ter centros de custos separados para serem superavitários ou não. O dinheiro do futebol é importante demais para ser colocado em outras coisas.

Fonte: Redação FogãoNET

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