Vencer, empatar com gols ou superar o Flamengo nos pênaltis após um 0 a 0. Qualquer uma dessas possibilidades leva o Botafogo de Jair à final da Copa do Brasil. Seria a segunda vez que o Botafogo chega à finalíssima da competição, e a sétima final de um torneio nacional.
As seis até aqui foram: Taça Brasil (1962 e 1968), Campeonato Brasileiro (1972, 1992 e 1995) e Copa do Brasil (1999).
O palco de hoje será o Maracanã, mas o Alvinegro já se acostumou a decidir fora de casa, com torcida contra nesta temporada. Foi assim contra Colo-Colo e Olimpia, pela pré-Libertadores, e contra o Sport, pela Copa do Brasil.
Os alvinegros não escondem a ansiedade para o clássico, e nem o técnico Jair Ventura.
— Já envelheci alguns anos (risos). Respeitamos muito o forte time do Flamengo. Se tiver empate, que seja com os gols, sem precisar ir para os pênaltis. É tentar resolver nos 90 minuto — disse o treinador ontem.
O obstáculo não é fácil: ele enfrenta um time que nunca venceu, e contra o qual o Botafogo vem encontrando dificuldades.
— Eles têm poder de decisão com grandes jogadores. Guerrero, que não sabemos se joga, Diego, Everton. O Vinícius é um jogador diferenciado. Os valores individuais são o grande pesadelo de um treinador — disse Jair.
Do seu lado, o atleta com maior poder de drible é Guilherme. Hoje, espera-se que ele substitua Rodrigo Pimpão , suspenso, assim como o zagueiro Carli. Mas o técnico fez suspense ontem a respeito da escalação da equipe.
—Ele é praticamente o nosso 12º jogador, tem poder no drible. Se ele sair jogando, você já joga o seu coringa de cara. Na zaga, posso botar um mais jovem, Marcelo, ou um mais experiente, Emerson. Não foge disso.