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Edílson reclama de falta de remédios no Bota. Sheik: ‘Tem gente que passa fome’

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Mais de uma semana depois de terem sido dispensados pelo Botafogo, o atacante Emerson, o zagueiro Bolívar e os laterais Edílson e Júlio César se reuniram para falar pela primeira vez publicamente sobre o episódio. E o presidente alvinegro, Maruício Assumpção, foi o alvo principal do quarteto.

– Não foram quatro juvenis que foram dispensados. Cada um de nós tem uma história individual no futebol, que precisa ser respeitada. Inicialmente, fiquei preocupado com o Botafogo, pela situação do clube, mas também em manchar nossa história. Com o passar do tempo, nós entendemos que a história do presidente, seja grande ou pequena, ainda é inferior à nossa. Agora, o motivo para a dispensa só ele de fato pode responder – afirmou Emerson.

O lateral-esquerdo Júlio César criticou a forma como os jogadores foram comunicados da dispensa, por e-mail e telefonemas.

– Quando a gente é contratado pelo clube não é por e-mail ou pelo telefone. O presidente tinha que ser homem de chegar na gente e falar a verdade. Acho que isso foi o que mais nos deixou chateados. Em hora nenhuma ele falou com a gente – disse Júlio César.

Edílson, que vinha sendo um dos destaques do time, rebateu o argumento de que a dispensa foi motivada por deficiência técnica.

– É muito ruim quando a gente tem que explicar até para os familiares o que aconteceu. A minha mãe me ligou para tentar entender. Dizer que foi deficiência técnica… Nós éramos titulares do time – comentou o lateral direito.

Bolívar e Edílson anunciaram que já assinaram suas rescisões contratuais. Júlio César disse que seus advogados estão cuidando da sua saída. Emerson, que jogava no Botafogo por empréstimo, com salários pagos pelo Corinthians, foi irônico sobre sua situação atual.

– Eu estou na praia.

Confira trechos da entrevista coletiva:

FALTA DE ESTRUTURA

Edílson: – Eu pagava o meu tratamento do meu próprio bolso. Isso é uma falta de consideração com os atletas. Joguei em clubes de menor expressão, mas em um clube como o Botafogo não pode faltar remédio para um atleta. Acho o fim do mundo.

Emerson: – Talvez pela ausência do presidente ele não ficou sabendo. Eu, por exemplo, joguei seis partidas do campeonato com o tendão de Aquiles doendo absurdamente. O Botafogo tem uma história linda, mas não tem um campo decente para treinar. Por isso temos várias lesões. Eu vim de um lugar em que não faltava remédio. A diretoria se fazia presente.

DEDICAÇÃO

Edílson: – Nunca fiz corpo mole em momento algum. Isso não é da minha pessoa. Todos viram minha entrega nos jogos e nos treinos. Eu me doava. Contra o Ceará, acabei me machucando. Acho uma falta de caráter da parte dele me acusar dessa forma. Os médicos me deram previsão para voltar dia 15, contra o Santos. Tentei viajar contra o Inter, mas infelizmente não consegui.

LIDERANÇA NEGATIVA

Bolívar: – No ano passado éramos citados como líderes positivos. Esse ano as coisas já começaram erradas. A gente respeita a decisão do presidente, mas acha errado pela falta de consideração.

AUSÊNCIA DO PRESIDENTE

Bolívar: – A gente não tinha contato fazia um bom tempo com o presidente. Quando o Jefferson falou aquilo (que os jogadores e a comissão técnica estavam isolados), era sobre aquela questão. Fazíamos reuniões com o Mancini, de cobrança com os jogadores. A gente quer o melhor para o Botafogo, vamos torcer para o clube sair desta situação.

Emerson: – Eu não trabalhei com ele (Assumpção) muito tempo. Não tinha um relacionamento com ele. Sou super a favor de festa (ao falar sobre o churrasco de aniversário do presidente). Eu nem sabia da festa dele. Na moral, nem sei quantos anos ele tem. Têm várias festas para eu ir, Rio de Janeiro bombando. Vou querer saber da festa do Mauricio, que deve ter uma galera nada a ver (risos de todos).

SALÁRIOS ATRASADOS

Júlio César: – Tem jogador com sete meses de salários atrasados. Primeiro, ele (Assumpção) tem que arcar com os custos disso. Está tentando parcelar e passar para a próxima diretoria, ele tem que ser homem de assumir isso tudo.

Edílson: – Já estão botando para 2015 (o pagamento da rescisão contratual). Então, não vão pagar.

Emerson: – Tem gente no clube que passa fome. Estou errado? (pergunta para os outros jogadores). Tem gente no clube que chega de manhã e faz todas as refeições no clube porque não tem em casa. Somos seres humanos. As pessoas têm contas para pagar. Tem gente com filho recém-nascido.

DEFICIÊNCIA TÉCNICA

Edílson: – A comissão técnica segurou a bronca em vários momentos. O Mancini é um cara com quem fiquei muito feliz de ter trabalhado. Acho que a decisão foi total do presidente. Talvez ele entenda mais de futebol

Emerson: – Não tem o que falar. Ele falou que as idas ao departamento médico dos atletas fizeram corretamente, não houve atrasos… Sobre a parte técnica, ele não é o treinador para avaliar.

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