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Empréstimo de R$ 20M com Odebrecht põe até direitos de Jefferson como garantia

Por: FogãoNET

Investigado pelos conselheiros do clube, o contrato de empréstimo de R$ 20 milhões firmado com a Odebrecht ameaça o futuro do Botafogo ao fatiar grande parte de seus patrimônios. Além de ter a gestão do Estádio Nílton Santos em questão, o Alvinegro fica à mercê da construtora no caso da negociações de jogadores. No empréstimo, fatias de 88 atletas são citadas como garantias, entre eles do goleiro Jefferson, do lateral Gilberto e do atacante Jobson.

O camisa 1 da seleção, por sinal, tem 100% de seus direitos colocados à disposição da construtura para amenizar a dívida. A lista menciona atletas sob contrato nas duas últimas temporadas, casos como os do zagueiro Dória e do volante Gabriel.

O empréstimo junto à Odebrecht foi acordado em duas parcelas de R$ 10 milhões cada. No contrato assinado em 12 de fevereiro do ano passado, pelo ex-presidente Maurício Assumpção, o clube garantiu, além dos direitos dos atletas, 25 % das receitas decorrentes de bilheteria do Estádio Nílton Santos.

O problema aumenta caso o clube queira explorar comercialmente seu estádio. Um acordo de “naming rights” (venda do nome do estádio) teria 50% de seu valor abocanhado pela construtura como forma de pagamento. Contratos de publicidade e locação também estão sob ameaça.

Os atuais R$ 23 milhões de dívida, com a adesão de juros, não foram cobrados pela Odebrecht, que segue responsável pela reforma da cobertura do estádio. Entre os dirigentes, a dívida é vista como impagável.

— O Botafogo tem duas alternativas. Uma é pagar a dívida, o que consideramos inviável. A outra é entrar em acordo com a construtura — disse o vice jurídico do clube, Domingos Fleury.

Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo, já não descarta uma conversa no futuro sobre uma possível partilha da gestão do Estádio Nílton Santos.

— O clube estuda o contrato. Ele foi assinado sem a anuência de ninguém no clube, e isso é grave. É uma surpresa a cada dia. Até o momento não nos chamaram para conversar. Se for interessante para as duas partes uma gestão compartilhada, não vejo problema nisso — disse Carlos Eduardo.

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