Engenhão: Bota prioriza relação com Paes e evita processo

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Mesmo com o prejuízo pela interdição do Engenhão estimado pelo próprio clube em R$ 30 milhões anuais, o Botafogo tem evitado bater de frente com a Prefeitura do Rio de Janeiro por uma indenização. A diretoria do clube avalia que é melhor manter a boa relação com a administração de Eduardo Paes que partir para uma desgastante – e arrastada – batalha judicial. O estádio permanecerá fechado para reforma na cobertura até novembro de 2014.

A Justiça é vista pelo Botafogo como uma saída com grandes chances de vitória, mas demorada demais para as necessidades alvinegras. O clube luta para manter as contas em dia e tem efetuado frequentes cortes de gastos. A situação faz com que a disputa nos tribunais seja considerada a opção mais distante.

Desde a interdição do estádio no dia 26 de março, a diretoria alvinegra tem optado pelo silêncio em público sobre o assunto. O presidente Maurício Assumpção chegou a dar declarações cobrando ressarcimento pelos prejuízos, mas adotou uma postura mais discreta posteriormente para evitar o desgaste com o poder público e possibilitar um acordo nos bastidores.

A análise que a diretoria faz da situação é que um embate público com a Prefeitura diminuiria as chances de um acordo amigável. O município foi aliado em outras empreitadas, como na cessão por 50 anos do terreno de 58 mil m² em Vargem Grande, onde o Botafogo poderá construir o centro de treinamento para seu time profissional.

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  • Rodrigo Paradella/UOL

Além disso, o Estado do Rio de Janeiro teve papel fundamental na viabilização do projeto do CT para a base em Marechal Hermes. O governador Sérgio Cabral é do mesmo partido de Eduardo Paes – PMDB – e tem o prefeito como um de seus mais importantes aliados. Um desgaste, portanto, atingiria as duas esferas do poder público local e poderia causar perdas nos bastidores.

O fato do clube só ter relação contratual com a Prefeitura dificulta que o Botafogo possa processar as empresas construtoras do Engenhão para reaver os recursos perdidos. Essa prerrogativa, no caso, caberia ao próprio município, que apontou a Alfa – empresa responsável pelo projeto da cobertura – como culpada dos erros de cálculo, mas repassou o direito à indenização ao consórcio formado por Odebrecht e OAS, que arcará inicialmente com os custos da reforma.

Fonte: UOL

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