O ano de 2014 começou promissor para o Botafogo, com o retorno à Libertadores. O time fazia boa campanha e precisava de uma vitória sobre a Unión Española (CHI) para se classificar antecipadamente para as oitavas de final. Porém, os jogadores fizeram protestos na semana da partida e foram derrotados por 1 a 0. Ex-gerente de futebol, Sidnei Loureiro criticou a decisão.

– Eles resolveram fazer o protesto antes do jogo e aquilo foi um tiro no pé. Tirou o foco. Durante uma semana se falou mais de greve e protesto do que a chance de classificar antecipadamente. Foi o único momento que falei que eles erraram. Ali desandou tudo. O grupo poderia ter entendido a importância daquela partida, ter mais calma. A história poderia ter sido diferente – lamentou ao site “Lancenet!”.

Após a eliminação, Bolívar quase foi dispensado pelo clube. Loureiro explicou o motivo.

– Acho que todos tiveram parcela de culpa pela não passagem de fase. Foi um ponto crucial de todo trabalho. Todo mundo errou e todo mundo teve de pagar um preço. A diretoria paga até hoje, está sendo cobrada sempre. A comissão técnica foi cobrada, tanto que houve corte e demissão. E os jogadores teriam de ser cobrados. Essa era ideia da diretoria. Então houve uma conversa para o afastamento do Bolívar. Por ser um dos líderes do grupo, não que levasse todo mundo a fazer as coisas, mas por ser uma pessoa esclarecida, que falava tudo mais amplamente. Foi comunicado que não faria mais parte dos planos. Depois houve uma conversa dos atletas com a diretoria e vimos que se poderia fazer de outra forma. Que bom que o Bolívar ficou e está podendo ajudar o time. Mas depois do leite derramado todo mundo tem que assumir a responsabilidade. Os atletas precisavam assumir aquela mudança de foco.

Fonte: Redação FogãoNET