Ciente dos problemas do elenco, a diretoria do Botafogo chegou a mapear o mercado no meio do ano e analisar situações em busca de reforços. Porém, ao que tudo indica, o grupo comandado pelo técnico Eduardo Barroca não deve ganhar novidades, e a prioridade é equacionar pendencias financeiras com os jogadores.

Passando por crise financeira, o Alvinegro tem vivido dias conturbados, com protestos da torcida, dentro e fora do estádio, e do próprio elenco. Jogadores e comissão técnica não estão concedendo entrevista coletiva na sala de imprensa para não expor os patrocinadores do clube.

Ainda assim, havia expectativa de que reforços pudessem chegar a General Severiano, e nomes como os dos atacantes Neilton e Pottker, vinculados ao Internacional, estiveram no radar.

Os jogadores eram avaliados positivamente para um compor um setor que, nesta janela, perdeu Erik, que foi para o futebol japonês, e Biro Biro, que rescindiu contrato após sofrer mal súbito durante treino.

As negociações, porém, esbarraram justamente nas dificuldades financeiras do Botafogo.

“É com esse grupo que vamos até o final. Temos de resolver a questão interna pendente. Temos margem para crescer. Estamos andando lado a lado com o Brasileiro e dando oportunidades aos jovens”, disse Barroca, após o empate com o Ceará, nesse sábado (14), no Castelão.

A diretoria procura soluções. Diante da necessidade, negociou 75% dos direitos do lateral-esquerdo Jonathan com o Almería (ESP) por R$ 4,5 milhões, ficando com metade deste valor.

Em busca de alternativas, Barroca fez alguns testes e analisou possibilidades para o ataque. Testou o lateral-direito Marcinho como ponta nas duas últimas rodadas, contra Atlético-MG e Ceará. Também passou a usar jogadores que não vinham tendo muito espaço.

Nesta mesma trilha, o meia Velencia, que voltou a atuar nas duas últimas partidas depois de ficar mais de um mês sem chance, desponta como alternativa para o segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Vale lembrar que, no começo de agosto, o Botafogo chegou a acertar com o atacante argentino Nicolás Blandi, do San Lorenzo, da Argentina, e com o zagueiro Dário Aimar, do Barcelona de Guayaquil, do Equador. Porém, a janela para a chegada de jogadores do exterior se fechou, impossibilitando as contratações.

Fonte: UOL