A coluna Tu És O Glorioso desta quinta-feira é especial, contando um pouco da história da camisa alvinegra desde 1904 – que conhecerá, hoje, mais uma versão!

Listras alvinegras: inspiração na Juventus, da Itália

O uniforme preto e branco foi definido nas reuniões de fundação do clube em 1904, por sugestão de Itamar Tavares – que estudara na Itália e era fã da já poderosa Juventus de Turim. No entanto, o Botafogo utilizou provisoriamente camisas e calções brancos (eventualmente pretos) até 1906, quando as primeiras camisas de botão alvinegras chegaram, importadas da Inglaterra e confeccionadas pela Benetfink & Co. Completavam o uniforme a “casquette” (boné) listrado e a faixa preta na cintura. Em 1909 as camisas de botão foram substituídas pelas de malha, mais confortáveis.

No título de 1910, o escudo no uniforme

Apenas em 1910 o Botafogo, então “Botafogo Football Club”, passou a usar o escudo bordado na camisa – e com ele conquistou o Campeonato Carioca de 1910, que lhe rendeu o apelido de “O Glorioso”. Em 1917 o Botafogo mudou a gola do uniforme e passou a usar mangas mais curtas, que paravam na metade do antebraço. As mangas voltaram a ser compridas em 1920, e no decorrer da década o clube alternou entre o preto, o branco e o listrado nas cores da gola.

Modelos mais esportivos na década de 30

As golas de cadarço foram abandonadas em 1931, substituídas pela gola “V”, e no ano seguinte as mangas passaram a ser curtas. No final de 1934, ano em que o Botafogo adota o profissionalismo, os calções passam a ser pretos.

Após a fusão em 1942, brilha a Estrela Solitária

A gola preta se consolida de vez após o Tetracampeonato Carioca em 1935. Mas é após a fusão do Botafogo Football Club e do Club de Regatas Botafogo em 1942 que o Glorioso acrescenta a sua marca mais famosa: o escudo da Estrela Solitária. O novo modelo só foi inaugurado em 1943. Em 1947 o clube usa um uniforme de botão, incomum para a época.

O breve retorno dos calções brancos

O título carioca de 1948 é marcado por dois detalhes: a volta dos calções brancos e a numeração nas camisas, branca sobre um quadrado preto. Em 1954 a gola polo passa a ser usada, e em 1957 os calções negros voltam definitivamente.

As históricas camisas da década de 1960

Duas gerações de ouro do Botafogo ficaram marcadas pelos uniformes usados na década de 1960. A combinação com a faixa branca na cintura e listra central da camisa branca, comumente usada na versão com mangas compridas, tornou-se símbolo do time de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Amarildo e cia.. Já a versão sem a faixa na cintura e listra central da camisa preta a cara da geração de Gérson, Jairzinho, Caju e outros craques. Em 1969 o Botafogo adotou a gola olímpica e numeração nos calções – e com esse uniforme conquistou a Taça Brasil de 1968 na final contra o Fortaleza.

Poucas mudanças na década de 1970

A gola olímpica predominou na década, sendo substituída por uma versão de gola redonda “aberta” em 1977. O maior destaque ficou com o peculiar uniforme reserva entre 1975 e 1976, branco com mangas listradas.

Homenagem ao tetracampeonato

Duas novidades marcaram a camisa alvinegra em 1981: quatro estrelas amarelas sobre o escudo, alusivas ao Tetracampeonato Carioca de 1932/33/34/35, e a exibição da marca do fornecedor de material esportivo. As estrelas seriam removidas em 1982, voltando em 1986.

A era dos patrocínios

No final de 1986, o Botafogo passou a exibir patrocínios no uniforme. Na era moderna, os mais variados designs são usados, mas sempre respeitando as tradições da camisa alvinegra.

Fonte: Site oficial do Botafogo