Fim de ano, época de férias e tranquilidade após um ano de maratonas por gramados brasileiros e sul-americanos. Poderia ser esse o roteiro do Botafogo, depois de uma temporada exaustiva, mas há uma parcela no clube que encerra 2017 com motivos para se preocupar. O técnico Jair Ventura é um exemplo, e isso não tem relação aos questionamentos que surgiram a respeito da permanência no comando, mas com a montagem do elenco para 2018. Em entrevista ao “Tá na Área”, ele alertou para a situação financeira do clube e demonstrou preocupação com baixas importantes.

– É um mercado que é muito violento financeiramente, e o Botafogo realmente vive um momento delicado financeiramente. A gente tem uma grande camisa, uma grande história, mas um momento muito delicado financeiramente. São poucas pessoas que falam, mas não posso esconder da minha torcida a realidade do clube. Financeiramente a gente está bastante aquém e isso preocupa. Mas a gente tem que se reiventar, tem que errar o menos possível nas contratações para conseguir fazer um grande ano – disse.

Para Jair, após perder o atacante Roger (para o Internacional), a possível saída de Bruno Silva é outro agravante, considerando o papel que ambos desempenhavam na equipe. Embora garanta que o Alvinegro vá exigir uma boa contrapartida pelo volante, ele dá a entender que será muito complicado segurá-lo – Internacional e Cruzeiro têm interesse em levá-lo.

– Vi uma matéria esses dias que o Roger e o Bruno foram os jogadores que mais participaram nos gols, então, você perde seus dois principais jogadores, vai ser uma perda significativa. O Carlos Eduardo Pereira (presidente) falou que não vai liberar de qualquer maneira o jogador porque é um jogador que nos interessa. Acho que o clube que quiser tirá-lo vai ter que fazer por onde para tirá-lo – afirmou.

Jair também falou sobre os questionamentos que surgiram após a queda de rendimento da equipe, que terminou o Campeonato Brasileiro na décima colocação e não conseguiu retornar à Libertadores da América, mas tratou do assunto com naturalidade.

– Tenho contrato até 2018, fico feliz feliz pela declaração do nosso novo presidente (Nelson Mufarrej). A gente vai sentar, vai conversar, que seja bom para o Botafogo. Sei que o torcedor está muito magoado. Quando escutam (depois) de uma situação ruim de final de ano renovar com o treinador, muitas pessoas não vão achar que é a melhor solução – considerou.

Fonte: SporTV