Aposentado do futebol no fim de 2018, o ex-goleiro do Botafogo Jefferson concedeu entrevista ao programa “No Ar com André Henning”, do Esporte Interativo, e abriu o jogo sobre diversos assuntos. O ídolo alvinegro revelou preocupação com o clube, falou sobre ex-companheiros, Seleção Brasileira e a vida fora dos campos.

Acompanhando o Botafogo de longe, Jefferson lamentou a situação atual.

– Momento delicado. Já vivi isso no Botafogo muitos anos. Não foi tão bem no Carioca, tinha jogo decisivo na Copa do Brasil (entrevista gravada antes da eliminação para o Juventude). O Botafogo precisa na realidade se reconstruir. Está batendo na trave de Segunda Divisão. Hoje com a mudança que teve, time que cair vai ser difícil subir. Tem que abrir o olho. Teve fase muito boa em 2012 e 2013, voltou à Libertadores, infelizmente não deu sequência – afirmou Jefferson, que creditou à antiga diretoria o problema da época.

– Foi coisa de presidente. Mauricio Assumpção foi muito bem no primeiro mandato, mas no final do segundo deixou muito a desejar. A má administração foi um caos. Ficamos 10 meses sem receber direito de imagem. Só não deixava ficar três meses no salário para jogador não sair na Justiça. Não se encontrava dirigente no estádio e nos jogos. Estavam mostrando que não estavam nem aí para o clube – opinou.

Jefferson também deixou no ar a possibilidade de voltar ao futebol no futuro, mas não como jogador. Confira outros pontos:

Aposentadoria

– É recente. Jogador quando para de jogar nos primeiros meses está de férias, curte a família. Alguns acabam voltando depois de 6 meses. Jogador precisa de um tempo, a ficha não caiu. Ainda tenho contrato com o Botafogo para resolver, as coisas estão devagar.

Voltar a jogar?

– Pensar em voltar por enquanto não. Sempre joguei em alto nível, me dediquei 100%, nos últimos meses não estava com concentração toda. Corpo e mente vão cansando, vi que era melhor parar. Nem considero voltar.

São Paulo ou Botafogo?

– Eu era São Paulo na infância. Hoje sou botafoguense. Por paixão, por jogar muito tempo no Botafogo. Está muito recente a saída. Vou sempre ser muito ligado ao Botafogo, mas por estar em São Paulo acabo acompanhando mais o Campeonato Paulista. Ligado ao Botafogo não é através de diretoria, porque quando se desliga é completamente, não tem mais a proximidade de antes, infelizmente. Contato que tenho é com torcedores, invadem minha rede social e pedem para voltar. Estou sempre vendo os jogos, torcendo, mandando mensagens para os companheiros, tem um grupo.

Voltar ao futebol fora dos campos?

– Penso sim. Mas creio que tudo tem hora certa. Não posso pular etapas. Hoje minha etapa é administrar tudo que construí no meio do futebol, minha família, cafeteria e um mini-shopping. Momento de cuidar de tudo e pensar nisso mais na frente.

Loco Abreu

– Loco Abreu é louco (risos). Mas é um companheiro, gosto muito e torço muito por ele.

Jobson

– Jobson é cara do bem, não prejudica ninguém. Mas se prejudicou. Todo mundo quis abraçar e ajudar ele, ele não quis ser ajudado.

Seedorf

– Seedorf é um cara que poderia ter agregado muito mais no Botafogo e até no Brasil. Ele foi um pouco afoito no sentida da cultura dele, de querer mudar tudo. É um cara que tem conteúdo, inteligente e muito a agregar. Mas creio que tem que se adaptar aos lugares em que está, saber como funciona para colocar a filosofia dele.

Fonte: Redação FogãoNET e Esporte Interativo