Em longa entrevista ao site Globoesporte.com, o goleiro Jefferson admitiu que pode deixar o Botafogo ao término da temporada, apesar de ter contrato até dezembro de 2015, mas afirmou – sem jogar a toalha, é bom que se diga – que jogaria pelo clube mesmo disputando a Série B do ano que vem. Confira alguns trechos da entrevista:

“Li a declaração do Montenegro, que é uma pessoa que admiro bastante. Tenho contrato com o Botafogo (até dezembro de 2015) e gosto muito do clube. Mas se a próxima diretoria conversar e disser: “não vamos mais poder ficar com você”, vamos acertar o que temos para acertar e ver o que é melhor para as duas partes. Se não puderem me encaixar no projeto do Botafogo, vamos ver o melhor caminho. Também quero deixar claro que não estou ganhando R$ 400 mil, como foi comentado. Isso não é verdade. Mas claro que não tem problema, até porque o carinho que sinto pelo Botafogo é imenso. Se quiserem conversar, podemos entrar num acordo. Mas se a declaração do Montenegro for a da próxima gestão, aí é vida que segue.”

“Claro que o rebaixamento passa pela minha cabeça e acho que deve passar pela cabeça de todos, pela seriedade e pela importância de o Botafogo permanecer na Série A. Mas também não é demérito jogar a Segunda Divisão. Estamos num clube de história. Além disso, eu cheguei aqui para jogar a Segunda e em nenhum momento pensei nisso. Para mim não mudar jogar a Segunda, o que muda é a cabeça e o planejamento dos que estiverem aqui, de pensar grande e de disputar grandes competições. A Segunda Divisão é apenas um campeonato no segundo semestre. Além dela há o Carioca e a Copa do Brasil, na qual se joga contra os grandes. Então não muda nada.”

“Até alguns meses atrás eu pensava em ficar e me aposentar no Botafogo. Hoje a gente vê o Montenegro dizendo que vai ser difícil ficar comigo no ano que vem. É questão de sentar e conversar. Claro que eu tenho vontade de voltar à Europa, mas se a próxima gestão confirmar que não vai conseguir ficar comigo, aí sim vou abrir esse meu outro lado de garoto, talvez, e buscar a oportunidade de, de repente, disputar uma Champions League. Sou tranquilo, pé no chão, e não começo a pensar aqui nem lá. Penso no momento que estou vivendo.”

“Vou ser sincero. Está sendo difícil. Somos profissionais e, por isso, às vezes frios até demais em relação a esse sentimento. Mas aprendi a vestir a camisa. Acho que todos os jogadores têm que pensar assim. Vestir a camisa de seu clube, seja qual for, com paixão e sentimento. Hoje eu faço isso pelo Botafogo. O que não quero ver – e que sempre vejo em vídeos de times que caíram para a Segunda Divisão – é o semblante dos torcedores nas arquibancadas, nas ruas, crianças chorando… Como vai ser o fim de ano dessas pessoas? Hoje estou pensando nesses torcedores e fico triste por saber que talvez pode estar acabando esse vínculo. Se realmente for acabar, vai ser com paixão e sabendo que dei o meu melhor.”

Fonte: Globoesporte.com