As mãos que pararam o boi. As mãos que pararam Messi. As mãos que levantaram tantas taças. As mãos que ergueram o Botafogo, sempre que acionado. As mãos que todos os botafoguenses sempre confiaram. Essas mãos deram o último aceno, em campo, à torcida gloriosa nesta segunda-feira, no lotado Estádio Nilton Santos. Em massa, a galera alvinegra se despediu do ídolo.

A cada toque na bola, aplausos. De 5 em 5 minutos, gritos de “PQP, é o melhor goleiro do Brasil!”. Antes do jogo, placa, presença da família, homenagens. Na entrada em campo, uma linda festa da torcida, com direito a mosaico 3D com os dizeres “Obrigado, Ídolo”. Tudo parece ser pouco para mostrar nossa gratidão a esse gênio chamado Jefferson.

O jogo? Ah, acabou sendo um mero detalhe – a não ser pela entrada de João Paulo no segundo tempo. Sem ser brilhante, o Botafogo bateu o lanterninha e já rebaixado Paraná Clube por 2 a 1, com dois gols de Erik. Na nona colocação, com 51 pontos, e já garantido na Copa Sul-Americana de 2019, o Fogão se despede do Campeonato Brasileiro no próximo domingo, contra o Atlético-MG, no Independência.

Mais uma vez, obrigado, JEFFERSON!

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 2 X 1 PARANÁ

Estádio: Nilton Santos
Data-Hora: 26/11/2018 – 20h
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)
Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG) e Ricardo Junio de Souza (MG)
Renda e público: R$ 301.970,00 / 27.660 pagantes / 28.972 presentes
Cartões amarelos: Leo Valencia (BOT); Alex Santana, Wesley Dias e Leandro Vilela (PAR)
Cartões vermelhos:
Gols: Erik 6’/1ºT (1-0), Alex Santana 18’/2ºT (1-1) e Erik 29’/2ºT (2-1)

BOTAFOGO: Jefferson; Marcinho, Marcelo Benevenuto, Igor Rabello e Moisés; Rodrigo Lindoso, Gustavo Bochecha (João Paulo 22’/2ºT) e Leo Valencia (Marcos Vinícius 42’/2ºT); Luiz Fernando (Rodrigo Pimpão 30’/2ºT), Erik e Brenner – Técnico: Zé Ricardo.

PARANÁ: Richard; Wesley Dias, Jesiel, Charles e Igor; Leandro Vilela, Alex Santana e Jhonny Lucas (Alesson 37’/2ºT); Andrey, Juninho (Rafael Grampola 19’/2ºT) e Keslley (Felipe Augusto 30’/2ºT) – Técnico: Dado Cavalcanti.

Fonte: Redação FogãoNET