O goleiro Jefferson não escondeu a tristeza por ter sido reserva de Alisson no duelo da seleção brasileira desta terça-feira contra a Venezuela, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018. Após o duelo, que teve triunfo do time canarinho por 3 a 1, o atleta desabafou em conversa com jornalistas.
“Fiquei bastante triste”, afirmou Jefferson. “Ao mesmo tempo respeitando a opção do professor Dunga e meu companheiro Alisson. A comissão técnica passou total confiança no meu trabalho, faz parte”, analisou o jogador.
Jefferson disse que recebeu a notícia na noite de segunda, sendo consolado pelo ex-goleiro Taffarel, que faz parte da comissão técnica de Dunga.
“O Taffarel me chamou e disse para eu ficar tranquilo, pois a confiança em mim ainda era grande. Ninguém quer ser reserva, mas acho que tem que ter respeito pelo companheiro. O Dunga já me deu muitas oportunidades, preciso trabalhar para ter novas chances”, continuou Jefferson.
O goleiro, por outro lado, apontou que pode ter sofrido com a atuação ruim da seleção contra o Chile na última quinta, em derrota por 2 a 0 pela estreia nas eliminatórias sul-americanas.
“Não sei (se fui crucificado pela derrota no Chile), não posso dizer, mas às vezes sobra para alguém mesmo. Vou levantar a cabeça e continuar trabalhando”, disse o goleiro.
Pouco antes, Dunga justificou a escolha devido às bolas aéreas da Venezuela – o gol, inclusive, saiu em lance assim.
“Conversamos muito com os jogadores, todos têm que estar preparados para jogar. Quem entrar, tem que dar algo a mais. Era uma equipe que aposta nas bolas aéreas, o Alisson tem boa estatura”, declarou o treinador.
Sobre isso, Jefferson – que é quatro centímetros mais baixo que Alisson – preferiu não polemizar.