Na longa entrevista que deu ao site Globoesporte.com neste sábado, o goleiro Jefferson negou que tenha um ambiente ruim com o presidente Mauricio Assumpção devido às críticas que fez recentemente. O camisa 1 da Seleção Brasileira afirmou ainda que agora, devido à situação que o Botafogo se encontra na tabela do Brasileiro, dinheiro não vai mais resolver nada: é preciso coração.

– Quero deixar bem claro que, por ter quase 14 anos como profissional, sei quais caminhos levam ao título e quais levam à briga contra o rebaixamento, à vitória e à derrota. Não sou polêmico, mas quando começou o ano, fiz questão de alertar sobre o que poderia acontecer lá na frente. As minhas reivindicações nunca foram para mim. Também nunca expus nada à imprensa. Sempre foi para o grupo, porque sabia que se as coisas não se resolvessem elas iriam capengar e inclinar para a situação que está hoje. Em nenhum momento fiz rebelião, apenas alertei para a possibilidade de vivermos o momento atual. Mas agora não tem mais o que falar, o que reivindicar. O dinheiro nesse momento não vai influenciar em nada. Podem pagar bicho de R$ 500 mil que não vai resolver. Você vê torcedores pedindo com todo carinho, toda paixão, para livrar o Botafogo do rebaixamento. Então, hoje é questão de coração, questão de honra – afirmou o goleiro, completando depois:

– É bom deixar bem claro o seguinte: os quatro jogadores não foram dispensados por suas reivindicações. Não tem a ver uma coisa com a outra. A explicação que o presidente deu não teve a ver com isso. Todas as minhas reivindicações aqui não foram para o Maurício Assumpção ou para alguém da diretoria. Simplesmente pedi a presença do presidente no clube. Isso não é uma ofensa. Ofensa é falar mal. E eu nunca falei mal do Maurício ou da diretoria. Simplesmente, como capitão e líder, pedi a presença do nosso comandante no dia a dia. Tanto é que hoje, mesmo com todas as divergências, nos damos superbem. Não adianta mais falar de salário, agora é fugir do rebaixamento. E essa questão de eu também ser mandado embora, isso foi especulado. Mas depois daquela decisão, o presidente me disse que eu não tinha nada a ver com aquilo e que, mesmo com as desavenças que tivemos, me respeita como capitão do Botafogo. Não tem nexo dizer que eu estaria naquela mesma situação. Isso nunca passou pela cabeça de ninguém.

Fonte: Globoesporte.com