Frequentemente o nome de Jefferson tem sido ligado a uma transferência para o São Paulo no fim deste ano, quando Rogério Ceni encerrará sua carreira. O Tricolor, através do técnico Muricy Ramalho, já disse que o goleio Dennis terá a oportunidade de ser titular em 2015, esfriando o assunto. Nesta quinta-feira foi a vez do capitão alvinegro e titular da seleção brasileira encerrar o assunto. Pelo menos por enquanto.

“Não tenho nada certo com clube algum. Respeito muito o Rogério Ceni e o Dênis, que são os goleiros do São Paulo. Agora penso só no Botafogo. Não tem proposta alguma. Quero que saibam que o Jefferson não está cavando nada. Não estou procurando time. Estou pensando somente nos seis jogos que temos até o fim do ano. Gostaria de passar isso para encerrar o assunto”, disse Jefferson.

Com contrato até o fim de 2016, Jefferson ainda não quer falar de seu futuro. O goleiro do Botafogo diz que está preocupado apenas em manter o Alvinegro na primeira divisão. Perguntado se o rebaixamento poderia ser decisivo para sua saída, o goleiro mostrou calma e deu a entender que a eleição presidencial do clube será decisiva.

“No momento não estou pensando em férias, renovação, transferência ou permanência. Penso em sair dessa situação. Claro que depois das eleições vou conversar com o presidente e discutir o planejamento. Para falar a verdade, nem penso no Botafogo na segunda divisão. Até porque cheguei ao clube em 2003 para disputar a Série B. Não vejo como demérito algum. Mas só posso conversar depois do dia 25, que é quando ocorrem as eleições”, afirmou.

Recentemente Jefferson se envolveu em polêmica com o diretor de futebol do Botafogo, Wilson Gottardo. Os dois trocaram duras palavras via imprensa após o goleiro desfalcar o Alvinegro na eliminação para o Santos na Copa do Brasil. O episódio foi superado, mas pode ser decisivo no futuro de uma das partes no clube em 2015.

Entre os candidatos, Jefferson é unanimidade. Todas as chapas prometem ter uma conversa com o goleiro caso seja eleito com o objetivo de manter seu principal jogador no clube. Com multa rescisória fixada em US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 25,6 milhões), o goleiro é visto como peça chave no elenco e sua saída sequer passa pela cabeça dos dirigentes. Mas a crise financeira é grande e pode ser decisiva para o futuro do relacionamento.

Fonte: UOL