Principal nome do Botafogo para a temporada 2015 – em que terá a Série B como principal desafio –, o goleiro Jefferson falou sobre a necessidade de retribuir tudo que o clube fez para a sua carreira. Após indefinição sobre o futuro, o camisa 1 da seleção brasileira renovou contrato com o Alvinegro até 2017 e não fugiu do papel de líder de um time que tentará voltar à elite do futebol brasileiro após o rebaixamento no último ano.

O goleiro concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira, data em que se reapresentou ao clube para iniciar pré-temporada. Jefferson negou ter cogitado a hipótese de entrar na Justiça contra o clube para conseguir uma transferência.

“Teve muita coisa concreta, mas sabemos que as transferências estão mais baixas do que antigamente. Muita gente falou para eu ir para Justiça. Não desmereço quem fez, mas nunca pensei nisso. Preferi a conversa para chegarmos a um acordo”, explicou.

Mesmo com proposta do Santos, Jefferson aceitou conversar com a diretoria alvinegra para resolver como receberia cerca de R$ 2 milhões de dívidas. Para completar, ainda renovou contrato até o fim de 2017.

“Nesse momento em que o clube mais precisa, é necessário ser grato. O Botafogo é grande e estará só de passagem pela série B”, avisou o camisa 1. “O Botafogo precisa de mim da mesma forma que eu preciso do Botafogo. É um casamento que deu certo”.

Com o peso de ser o principal nome da equipe em 2015, Jefferson não nega que será cobrado para ser o líder de um time em busca do acesso na Série B. “Minha liderança vai ter que ser maior. Mas cada um, é claro, vai ter sua responsabilidade”, falou.

Jefferson priorizou Botafogo à seleção brasileira

A escolha de Jefferson em permanecer no Botafogo e disputar a Série B do Campeonato Brasileiro pode prejudicar a sequência do goleiro na seleção brasileira. O capitão Alvinegro disse que a decisão em ampliar o vínculo e jogar em um palco menor em 2015 foi bem pensada. Ele deixa claro que priorizou o Glorioso, mas quer muito seguir vestindo a camisa amarela.

“Não entrei em contato com a Seleção porque respeito a decisão do Dunga. Ele disse que não importa Série A ou B. Joga quem estiver em bom nível. Ninguém tem cadeira cativa na seleção. Respeito a decisão do Dunga, mas preciso priorizar algumas coisas. Cheguei à seleção por causa do Botafogo. Então acho que não vai mudar nada agora”, concluiu.

Fonte: UOL