Desde o fim da temporada 2014, foram 33 dias, um e-mail e muitas declarações públicas. Mas só agora Jefferson e Botafogo irão se sentar para conversar sobre o futuro. Hoje, no fim da tarde, o goleiro e seu representante irão tentar chegar a um acordo com a diretoria, o que não virá tão facilmente.

O Botafogo deve a ele R$ 2,2 milhões. A proposta é dividir a quantia em dez vezes e prorrogar o vínculo, que hoje se encerra no fim do ano, até 2017. A extensão do contrato agrada ao goleiro. No entanto, ele quer reduzir a quantidade de parcelas e não abre mão de uma garantia.

— Eles colocaram uma ideia bem simples e precisávamos nos encontrar para definir o número de parcelas e as garantias, das quais o Jefferson não abre mão — disse Gerson Sá, procurador do goleiro.

A garantia deve ser o ponto mais crítico na discussão. O presidente Carlos Eduardo Pereira, que irá participar da reunião, acredita que a nova postura do clube já é garantia suficiente. Segundo ele, o orçamento de 2015, que já inclui a proposta a Jefferson, está dentro da realidade.

— É uma proposta para ser cumprida. Consiste no parcelamento da importância das dívidas ao longo de 2014 e 2015, com renovação até 2017. A garantia que damos é do clube. A maioria dos clubes eventualmente atrasa, mas nosso orçamento para 2015 foi feito para ser pago.

Sem acordo, Jefferson não se reapresenta. Nesta quinta, ele foi o único ausente no primeiro dia de atividades. Embora tenha sido avisado previamente, o vice de futebol Antônio Carlos Mantuano mostrou ter ficado desapontado e até alfinetou o empresário do camisa 1.

— Esperamos concluir essa negociação. Fizemos uma primeira proposta ao Gerson Sá e não entendi por que ele citou que recebeu uma mensagem de seis linhas. Sempre fui muito prático e objetivo.

Outros clubes estão de olho no goleiro, entre eles o Santos. Mas os representantes de Jefferson ainda acreditam em um acerto com o Botafogo. Que pode começar a se costurar hoje.

— Todo mundo já sabe, tanto o Botafogo quanto a gente, o que pode ser feito, quem pode abrir mão do quê. Amanhã (hoje) é um dia para buscar o consenso — finalizou Gerson Sá.

Fonte: Extra Online