Passada a euforia pela classificação à fase de grupos da Libertadores, após derrotar o Olimpia nos pênaltis, o Botafogo já volta suas atenções para os seus próximos adversários.

O alvinegro entrou no Grupo 1 da competição sul-americana, que tem ainda o atual campeão, os colombianos do Atlético Nacional, o Estudiantes, da Argentina, e o Barcelona, do Equador. Três clubes de muita tradição, que já chegaram à final da Libertadores.

A estreia será no dia 14 de março, no Engenhão, diante do Estudiantes. Depois os adversários serão o Nacional, em Medellín, em 13 de abril, e o Barcelona, no dia 20/04, em Guayaquil. No returno, o Botafogo recebe os equatorianos em 02/05, os colombianos em 18/05 e visitam os argentinos em 25/05.

Estudiantes (Argentina)

O Estudiantes é um dos poucos clubes do mundo que poderiam colocar em prática o velho ditado que afirma que ‘pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente’. Um dos maiores jogadores da história da equpe, Juan Verón foi eleito presidente do Estudiantes em 2014 e no fim do ano passado, após estar aposentado por duas temporadas, retornou ao time para, aos 41 anos, vestir a camisa 11 e usar a braçadeira de capitão.

Verón não é o único jogador experiente da equipe de La Plata, que conta ainda com o goleiro Andújar, de 33 anos, o zagueiro Desábato, 38, e os meias Damonte, 35, e Braña, 37.

Veron, com 41 anos, assina com o Estudiantes para disputar a Libertadores de 2017 – Estudiantes/Divulgação

Dono de quatro títulos de Libertadores (tricampeão de 1968 a 1970 e campeão em 2009), o Estudiantes é sempre um adversário dificílimo. Quarto colocado no atual Campeonato Argentino, que está parado no momento, o time de La Plata, porém, começou mal o ano. Foram duas derrotas e três empates em amistosos disputados até aqui.

Atlético Nacional (Colômbia)

Segundo time de todo o torcedor brasileiro após as belas manifestações de solidariedade que se seguiram ao acidente com o avião da Chapecoense, o Atlético Nacional será o segundo adversário do Botafogo, nos dias 13 de abril, em Medellín, e 18 de maio, no Engenhão. Tradição não falta aos colombianos, que entram em sua 19ª Libertadores.

O Atlético Nacional, que recebeu o Troféu Fair Play da Fifa ao abrir mão do título da Copa Sul-Americana em favor da Chapecoense, tem muitas outras taças em seu estádio, o Atanásio Girardot. São nada menos que 15 títulos colombianos e um bicampeonato da Libertadores – sendo a última conquista no ano passado, quando o time comandado por Reinaldo Rueda encantou a América com um futebol rápido, bonito e objetivo.

Jogadores do Atlético Nacional comemoram o título da Libertadores de 2016 – Arquivo

Aquele time, porém, despertou a atenção de clubes ao redor do mundo, e as negociações foram inevitáveis. O zagueiro Davinson Sánchez foi para o Ajax, o atacante Marlos Moreno acabou negociado com o Manchester City (hoje atua por empréstimo no La Coruña) e os grandes destaques vieram parar no futebol brasileiro. O Flamengo contratou Orlando Berrío, enquanto o Palmeiras levou o meia Alejandro Guerra, melhor jogador da Libertadoresm de 2016, e o atacante Miguel Borja, autor do gol do título e artilheiro da Sul-Americana do ano passado.

Do Atlético Nacional que ergueu a taça ao derrotar o Independiente del Valle na final, permanecem no time destaques como o goleiro Franco Armani, o zagueiro Alexis Henríques e os meias Macnelly Torres e Diego Arias.

Barcelona (Equador)

Velho conhecido do torcedor do Vasco, que conquistou a Libertadores de 1998 em cima do clube equatoriano, o Barcelona de Guayaquil é, na teoria, o adversário menos complicado do grupo. Na teoria. Na prática, é um time mais do que acostumado à competição sul-americana: já são 23 participações em Libertadores no currículo. O Barcelona foi ainda vice-campeão em 1990, perdendo para o Olimpia, e semifinalista em cinco oportunidades.

Treinado pelo uruguaio Guillermo Almada, o Barcelona aposta basicamente em jogadores equatorianos, com destaque para os atacantes Caicedo e Ayoví, com passagens pela seleção. O camisa 10 é Damián Díaz, argentino naturalizado equatoriano que já defendeu Rosario Central, Boca Juniors e Universidad Católica.

Damián Díaz é o camisa 10 do Barcelona de Guayaquil – Divulgação

A zaga conta com o brasileiro naturalizado uruguaio Gabriel Marques, que começou sua carreira no Grêmio e teve ainda passagens por Atlético-PR e Paraná.

No Campeonato Equatoriano o momento não é bom. Foram apenas três rodadas disputadas, com dois empates e uma derrota. O Barcelona é o nono colocado.

Fonte: O Globo Online