No dia  30 de janeiro, o ​Botafogo anunciava o camisa 9 para essa temporada. É verdade que, no primeiro momento, a chegada de Kieza não foi aprovada por unanimidade pelos alvinegros. Entretanto, cerca de um mês depois, o atacante já caiu nas graças torcedor. Isso porque o retrospecto convence: cinco jogos – apenas dois como titular – e três gols marcados. Nas últimas três atuações foram três bolas na rede de forma consecutiva.

Para quem tanto esperava um goleador, o início de Kieza empolga. Na avaliação do próprio atacante, o começo também é aprovado. Em bate papo exclusivo ao Esporte Interativo, às vésperas de mais um clássico, o jogador falou sobre as primeiras impressões com a camisa alvinegra.

“Início perfeito, maravilhoso. A gente passou por cima de todas as dúvidas, de tudo que as pessoas poderiam imaginar na nossa chegada, que duvidaram muito. Mas é um trabalho sério, como sempre fiz em outros clubes. Conseguindo fazer os gols as coisas ficam mais tranquilas”, disse.

Dos três gols, o primeiro saiu justamente contra o Flamengo, adversário do próximo sábado (03). Porém, apesar de ter balançado a rede, o primeiro clássico de Kieza pelo Botafogo terminou com vitória rubro-negra por 3 a 1. Titular dessa vez, o atleta espera que a história seja diferente. Às vésperas do confronto, ele não esconde a motivação e fala em entrar com ‘sangue na mente’ para bater o maior rival.

“A gente sabe que clássico é difícil, resolvido em detalhes. A gente tem que procurar errar menos, ver o que erramos e tentar fazer diferente para poder vencer. Vou entrar muito motivado, com sangue na mente, porque nossa torcida está um pouco chateada desde o último jogo. A gente vai procurar dar alegria para eles. Vencendo o clássico a gente consegue elevar a moral”, completou.

Para quem não conhece as raízes de Kieza, a motivação do atacante antes de um jogo com o Flamengo pode parecer estranha. No entanto, o atacante é filho do Seu Carlos, um botafoguense fanático, e o jogador aprendeu desde cedo a dimensão desse clássico.

“Meu pai sempre foi fanático pelo Botafogo. Como eu costumo falar, ele é doente pelo Botafogo. Ele perturba e enche o saco mesmo (risos). Ele sempre quis que eu viesse para o Botafogo para dar alegria a ele. Eu disse que no momento certo. Foi tudo no momento de Deus. A gente está agora dando alegria e ele está muito feliz. Espero continuar dando alegria porque a cobrança é em dobro”, brincou.

O duelo com o Flamengo é neste sábado (03), às 17h (de Brasília), pela terceira rodada da Taça Rio. Apesar de o mando ser do rival, o jogo será disputado no Nilton Santos, para a alegria de Kieza. Acompanhe outros trechos do bate-papo, onde o jogador fala sobre o local da partida, a relação com o técnico Alberto Valentim e outras histórias de sua raiz.

Nome e apelido

“Meu nome é meio complicado, ninguém consegue falar (risos). Meu pai sempre gostou de futebol e tinha um jogador que tinha na Dinamarca… Ele gostou. O pessoal não consegue falar, ninguém sabe. É Welker. Eu jogava na minha cidade e tinha um primo chamado Kiel. O treinador não conseguia falar meu nome e então criou “Kieza e Kiel”. Aí pegou. Ficou bacana. É uma marca”.

Alberto Valentim

“Pelo pouco tempo que ele tem, não tivemos uma grande conversa pessoalmente. Ele está priorizando a parte tática. Ele fez as escolhas dele e a gente ficou feliz de estar dentro. Como sempre falo: tem que respeitar os companheiros e trabalhar da melhor maneira possível. Na oportunidade que a gente tem, a gente tem que agarrar da melhor maneira. Com as duas vitórias, ele (Alberto Valentim) consegue tranquilidade para trabalhar. Normalmente, no começo, você chegar na correria e não tem tempo. Ele está tentando fazer nossa equipe trabalhar mais a bola, ter a posse e não ser lento. Ele quer aquela posse de bola rápida, dificultando a marcação do adversário. É isso que ele está tentando, e a gente vai pegando com tempo de trabalho”.

Funk

“Brincadeira sempre bem vinda. Eu curto muito funk, sempre curti desde criança. Sempre fui a baile funk. Adoro e amo baile. É minha raiz. É o que eu gosto mais. Os funks antigos, quando a gente ouve, a gente consegue lembrar da infância”.

Clássico no Nilton Santos

“Para a gente vai ser maravilhoso, jogar em casa com o mando deles. O Campeonato Carioca tem que ser no Rio. A gente vai jogar em casa, com o apoio da torcida. Melhor ainda se tiver gol e comemoração com funk. Vou começar a fazer umas dancinhas para ver se as coisas melhoram (risos)”.

Último jogo com o Flamengo

“A gente queria passar para a final. Então a gente perde o clássico, da maneira que foi… A gente fica com muita raiva, sentimento de tristeza. Mas no futebol é um dia após o outro, a gente tem que estar preparado pra dar a volta por cima. Agora a gente tem um novo clássico e espera que seja diferente”.

Fonte: Esporte Interativo