Lei que pode salvar o Botafogo pode ser votada hoje. Bom Senso FC tenta travar

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Não deve, mas pode ser votada hoje a chamada Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que trata das dívidas dos clubes com o Estado brasileiro e que ninguém sabe ao certo quanto montam, algo em torno de 3,5 a 5,5 bilhões de reais.

Dívidas que carregam uma boa parte de apropriação indébita, ou seja, de dinheiro recolhido dos atletas e não repassado a quem de direito o que, num país sério, significaria a prisão pura e simples dos responsáveis, no caso, os presidentes de clubes.

O texto que os clubes querem aprovar está repleto de boas intenções no papel, de princípios que, ao fim e ao cabo, não se traduzem em punições caso não sejam atendidos.

O Bom Senso FC reivindica, e recebeu a promessa da presidente da República neste sentido, que a cada benefício concedido aos clubes haja uma correspondente contrapartida que culmine com a punição patrimonial dos cartolas e até com o rebaixamento dos clubes, mas de fato, não apenas de boca.

Os clubes vão tentar aprovar tudo entre hoje e amanhã, penúltima chance que têm antes das eleições de outubro.

Para tanto contam com a bancada da bola, que tem gente de quase todos os partidos, inclusive do PT, e com a tibieza do ministério do Esporte, cujo ministro, não por acaso, entrou em férias na Argentina exatamente nesta semana, talvez para não ser cobrado, depois, de ter traído o compromisso de sua chefa, a presidente da República.

O Bom Senso FC, com muito menor poder de fogo se comparado com o lóbi dos clubes, conta, entre outros, com o deputado Romário e com a bancada do PSOL no Senado e na Câmara .

Seus principais representantes estarão hoje na Câmara dos Deputados e na Casa Civil da presidência da República.

No último sábado pela manhã, em debate no CBN Esportes, o consultor Amir Somoggi mostrou por a mais b para o representante dos clubes, o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, e para o secretário de Futebol do ministério do Esporte, Toninho Nascimento, a fragilidade da lei nos termos em que os clubes a desejam.

O jogo vai ser duro, mas ainda será possível salvar o futuro de nosso futebol , e manter a moralidade, caso o Pode Executivo cumpra com o prometido desde que não tenha esquecido dos 7 a 1 da Copa do Mundo.

Em caso contrário, mais um gol da Alemanha.

Fonte: Blog do Juca Kfouri - UOL

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