Um dos jogadores uruguaios que passaram recentemente no Brasil e com relativo sucesso. Aos 37 anos, o atacante Loco Abreu segue na ativa e marcando gols, agora no Rosario Central, da Argentina. Em entrevista exclusiva para a Rádio ESPN, o atleta não vê chance do Maracanazo ocorrer novamente e revela que a idade mais avançada não o impede de sonhar. E alto: deseja participar da Copa do Mundo de 2014 e diz que quer voltar ao Botafogo.

“Tenho a sensação que a minha história no futebol brasileiro não chegou ao final. Seria especial no clube de coração, no Botafogo. Mas por enquanto é só um desejo, um sonho. Não quero me precipitar. Além disso, hoje estou bem aqui no Rosario e sou jogador do Nacional, estou emprestado. Tomara Deus eu consiga dar um encerramento a minha história no Botafogo do jeito que eu acho que deveria ser”, afirmou.

Abreu, no entanto, deixa claro que a passagem no clube carioca não seria a passeio e que o encerramento da carreira seria em sua terra natal. “Meu desejo é jogar lá para ajudar, não para falar que o Loco Abreu está enganando o clube. Gostaria de jogar lá para ajudar, para desfrutar o futebol. Mas meu último jogo, eu sempre sonhei isso, será com a camisa do Nacional.”

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Loco Abreu durante seu último jogo no Uruguai, em 2012
Loco Abreu durante seu último jogo no Uruguai, em 2012

O centroavante também não perde as esperanças quando o assunto é o Mundial no Brasil. Presente em uma convocação do técnico Óscar Tabárez pela última vez em novembro de 2012 e sem atuar pela Celeste desde 15 de agosto do mesmo ano, quando foi titular contra a França, Abreu acredita que sua boa sequência no Rosario Central o credencia para a Copa.

“O momento que vivo no futebol argentino nos dá mais moral, achando que essa possibilidade existe. Tenho que esperar o dia 10 de maio, a lista dos jogadores. Eu me sinto eficiente dentro do futebol da Argentina, sendo um jogador importante no clube em que estou. Do jeito que estou jogando, sei que estou no nível de jogador de seleção. Mas a decisão final como sempre é do treinador”, avaliou ele, que tem a concorrência de Edinson Cavani, Luis Suárez, Diego Forlán, Abel Hernández e Christian Stuani.

Questionado sobre o que esperar da seleção uruguaia – que é cabeça de chave do grupo D, formado por Itália, Inglaterra e Costa Rica – no Brasil, Abreu vê o time como ‘competitivo’. “O grupo tem outros grandes, acho que a responsabilidade é de todos. É importante ficar de olho na Costa Rica, que não tem a história dos outros três times, mas tem jogadores de alto nível na Europa. E a gente sofreu muito com a Costa Rica na repescagem para a Copa do Mundo na África.”

Para o atacante, nem mesmo o Maracanazo se repetirá. Abreu acha que a equipe precisa procurar escrever uma nova história.

“Sinceramente… é bom para as pessoas, para os uruguaios, para jornalistas fazer a comparação. Temos orgulho do que os craques de 50 fizeram para nós. Ninguém vai apagar a história, que é impressionante. Mas não vai voltar a acontecer. Isso foi único e vai ficar na história para sempre. Ninguém poderá fazer o que os caras fizeram lá no Maracanã. O que a gente tem que fazer é uma própria história, uma história diferente agora em 2014.”

Fonte: ESPN.com.br