O Bola da Vez desta terça-feira entrevista o técnico do Botafogo, Vágner Mancini. Neste trecho do programa, o treinador fala sobre a demissão de Sheik, Bolívar, Júlio César e Edílson pelo presidente Mauricio Assumpção: ‘Fazem falta’. Leia!

– O que aconteceu naquele dia foram duas conversas. De manhã, (o presidente) disse que a vontade era tirar os 4 jogadores, o que me pegou de surpresa. Ao longo do processo, houve tentativa de tirada de atletas e sempre fui contra. A partir do momento que houve conversa, quando falou em mudança, falei que podia fazer comigo. Ele disse que ia me manter até o fim, por saber a minha importância.

– Quando falou dos 4 atletas, pedi um tempo para digerir. Achamos que o mais correto seria a comissão técnica ficar, porque eram 28 atletas, não podíamos abandoná-los nem o projeto. O presidente naquele momento disse que era uma atitude soberana, está acima de todos nós. Entendemos a situação e passamos a agir de forma diferente com o grupo, para que os jogadores entendessem que precisavam tomar o espaço que foram deixado. E tomaram. O Botafogo hoje está um pouco melhor do que naquele momento de turbulência.

– Emerson diversas vezes socorreu, assim como acredito que Bolívar, outros atletas e nós também. A tomada de decisão (do presidente) foi numa reta final, achou que ia gerar energia extra, capacitar outros para mostrar que era com eles.

– Em termos técnicos, fazem falta. Bolívar tem experiência e é vitorioso. Edílson tem muito a fazer no futebol, potencial enorme. Emerson todo mundo gostaria de ter. E Julio Cesar é excelente lateral. Hoje talvez já tenhamos superado a falta. Passamos a jogar de forma diferente, tive que redirecionar, não jogar mais como vínhamos jogando. Antes jogávamos melhor e não conseguíamos vencer. É importante dizer que fazem falta, mas após a saída dos quatro o Botafogo passou a ser outro clube, direcionado para ser mais aguerrido, dando as mãos literalmente.

Fonte: ESPN.com.br