Um novo ano, uma nova diretoria, novo treinador e até nova realidade. O Botafogo vive um clima de muitas mudanças para 2015, ano em que disputará a Série B para tentar o acesso de volta à primeira divisão. Apesar da reformulação quase total, as apostas podem ser as mesmas de temporadas anteriores: ídolo da torcida, Loco Abreu não esconde o desejo de voltar ao clube e “sensibilizou” a diretoria. Além dele, o problemático Jobson, aposta da última temporada, está nos planos de René Simões para a disputa da segunda divisão.

Empenhado em voltar ao Brasil e ajudar a reerguer o Botafogo, Loco Abreu deu entrevistas e procurou a nova diretoria para tratar de sua volta. Apesar de não ser prioridade, o uruguaio pode ser peça importante para trazer o torcedor de volta aos estádios. Internamente, o atacante é visto como uma boa solução para o problema de gols que a equipe teve na temporada passada e, à baixo custo, deve receber um voto de confiança assim que o departamento de futebol estiver completo e tocando o planejamento para a próxima temporada.

“Ficamos muito sensibilizados pela determinação do Loco Abreu, dizendo que quer voltar ao Botafogo, entretanto, temos muitos problemas à resolver. No momento certo, vamos definir o que será feito”, disse o vice-presidente de futebol do clube, Antonio Carlos Mantuano, na coletiva de apresentação do técnico René Simões.

O novo treinador, por sua vez, também não descartou outro velho conhecido da torcida alvinegra. O polêmico atacante Jobson, que esteve no grupo rebaixado na temporada passada, está nos planos do treinador para a temporada que vem.

“Não sei o que mudou no Jobson. Vou sentar e conversar, saber qual é a história agora. Vou torcer para que as coisas tenham mudado, não tenho a mínima dúvida do potencial dele. Cara fantástico, excepcional. Todos os jogadores problemáticos têm uma carência afetiva que eles acabam trabalhando muito bem contigo. Mas no conjunto, desarrumando. Não sou psicólogo, sou treinador, mas pretendo sim ter essa conversa, pois é um jogador que pode nos ajudar”, disse René.

O discurso do treinador sobre Jobson, entretanto, é dissonante em relação ao perfil desejado por ele e pela diretoria para o elenco em 2015. Para René, trabalho e “força mental” são essenciais, aspectos onde o atacante tem falhado ao longo de sua carreira.

“Queremos jogadores que tenham uma inteligência mental, que saibam colocar seu potencial e seu talento em siotuações de pressão. É preciso que o jogador tenha esse perfil para termos um melhor trabalho. Mas quando um jogador treina muito ele tem essa confiança, portanto, vamos trabalhar em cima disso”, declarou René, sobre os jogadores que deseja contar na próxima temporada.

Fonte: ESPN.com.br