Longe dos holofotes após deixar a presidência do Botafogo em 2014, Mauricio Assumpção voltou a falar. Em entrevista ao AM Canal, do jornalista André Marques, no YouTube, o ex-presidente alvinegro contou que está vencendo na justiça processos movidos pela ou por iniciativa da atual diretoria do Botafogo e que, assim que tudo tiver sido concluído, provará à torcida alvinegra sua inocência.

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Assumpção contou que um desses processos, movidos pelo Ministério Público junto à Delegacia Fazendária da Polícia Federal, já foi arquivado. Ele era acusado de ter parado de pagar tributos para aguardar a instalação do Profut, programa de refinanciamento de dívidas.

– Estou me defendendo na justiça. As coisas estão andando bem a meu favor. Tinha três processos contra mim. Um o Ministério Público já mandou arquivar por absoluta falta de provas. Fui inocentado, provei que não parei de pagar nada. Tive as receitas penhoradas em 5% em 2014 e, enquanto pude, paguei mais de R$ 140 milhões de dívidas dos outros, dívidas passadas, inclusive de dirigentes que hoje estão no comando do Botafogo – disse Assumpção, completando:

– E é dessa forma que estou encarando os outros dois processos, e eles estão andando bem a meu favor. Espero o resultado deles na Justiça para que eu possa mostrar à torcida do Botafogo a minha inocência e provar quem são as pessoas que me acusaram esses anos todos de uma forma caluniosa, mentirosa, desonesta e, acima de tudo, covarde. Não vou aceitar que me chamem de ladrão, de desonesto, porque não sou.

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Caso Odebrecht

Mauricio Assumpção também rebateu acusações de que teria enriquecido no período em que esteve na presidência do Botafogo – ele foi acusado de beneficiar a Odebrecht em contratos suspeitos quando o Estádio Nilton Santos foi interditado. Uma notícia-crime foi impetrada em 2017 contra ele e mais quatro pessoas.

– O fechamento do estádio tenha sido talvez o problema mais grave que enfrentamos na nossa gestão e o motivo que impediu que a nossa roda girasse. Se o estádio não tivesse fechado, o panorama da administração teria sido outra. Muitas pessoas acreditam que por conta de um acordo, etc, mas que acordo seria esse? Eu teria que levar alguma vantagem, mas que vantagem? Meu imposto de renda foi entregue, todas as minhas declarações foram entregues ao Conselho Deliberativo. Pode olhar as minhas, a dos meus familiares, e você não vai encontrar absolutamente nada que desabone minha conduta nesse tempo todo. Pode ver minha situação financeira e ver que não há absolutamente nada que prove o que algumas pessoas insistem em falar – defendeu-se Assumpção, criticando dirigentes da atual gestão:

– Era muito fácil jogar para a galera como fizeram esses anos todos e agora estão tendo que provar na Justiça. E o mais engraçado é que tem gente que está sendo convocada e não está indo prestar depoimento na Justiça. Por que? Porque mente para a torcida, mas diante da Justiça não pode mentir. Aí se esconde.

Auditoria nas contas do Botafogo

Por fim, Mauricio Assumpção também citou a auditoria realizada nos primeiros meses de 2016 em relação aos seis anos de sua gestão, que custou cerca de R$ 300 mil, segundo informações da época.

– Nesse período todo, eles enganaram dizendo que havia uma auditoria nas contas do Botafogo e que iriam mostrar para a torcida do Botafogo. E agora a torcida sabe que é mentira, não há auditoria nenhuma. Eles fizeram uma devassa nas contas do clube nos primeiros quatro meses após a minha saída e não descobriram absolutamente nada que desabonasse a minha conduta. Os dois diretores mais importantes da minha gestão (Marcelo Murad e Aníbal Rouxinol) continuaram no clube depois – explicou.

Assista ao vídeo da entrevista com Mauricio Assumpção:

Fonte: Redação FogãoNET e AM Canal