No fim da tarde da última sexta-feira (11), a diretoria do Botafogo recebeu a tão sonhada certidão negativa de débito (CNDs), documento no qual o clube não possuía desde 1993, regularizando o pagamento de tributos, impostos, contribuições sociais, débitos com o Banco Central, Fundo de Garantia, débitos com a União, entre outros. O caminho ficou aberto para negociar qualquer tipo de patrocínio com órgão estatal. O clube nunca desistiu de um possível acerto com a Caixa Econômica Federal, que patrocina diversas equipes do futebol brasileiro.

Nos bastidores, a diretoria está aberta a qualquer caminho que possa conduzir a esse resultado final. A reportagem da Super Rádio Tupi apurou que o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, figura mais importante na política do clube, mantém contatos com Renan Calheiros, botafoguense declarado e presidente do Senado Federal, para que Calheiros faça a ponte política com a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, a fim de agilizar o processo. Existe um otimismo que o clube obtenha sucesso nas negociações. A intenção é que o valor pago seja semelhante ao Vasco de 2015, na ordem de R$ 12 a R$ 15 milhões.

Desde o fim de 2014, quando a Guaraviton deixou o clube, o Botafogo não dispõe deste recurso. No ano passado, o chamado patrocínio pontual foi muito explorado principalmente no Campeonato Carioca. Este ano o acordo com a nova fornecedora de Material esportivo já foi firmado. A Topper começa a estampar a marca a partir de maio. Em três anos, a estimativa é de arrecadar R$ 30 milhões. Anualmente, o Botafogo vai receber fixos R$ 2 milhões, além de royalties variáveis pelo venda dos produtos, materiais de uniformes e lucro com a Loja em General Severiano, que passará a ser explorada pela empresa.

Fonte: Site da Rádio Tupi