Fechado desde 26 de março de 2013, o Engenhão será reaberto neste sábado, às 17h, para sua primeira partida oficial em 684 dias. Quando Botafogo e Bonsucesso entrarem em campo, no entanto, dos 45 mil lugares originais das arquibancadas, apenas 22 mil estarão disponíveis para os torcedores.

Só há duas fileiras de refletores, nos setores Leste e Oeste. Luz nas áreas comuns da torcida, também, só a do dia. Os banheiros estão cheios de poeira e restos de obra. Aliás, há poeira em toda parte. Sinal de internet, nem pensar, e de celular, só em raríssimos pontos do anel.

Até esta sexta-feira, dois enormes guindastes ainda estão à beira do gramado. Faltam cadeiras em diversos trechos das arquibancadas, e colunas provisórias que sustentam a reforma estrutural da cobertura continuam à mostra.

Apenas as arquibancadas inferiores dos setores Leste e Oeste e todos os setores Norte e Sul estarão disponíveis. Os demais seguem interditados para a reforma, que vai aumentar a capacidade do estádio de 45 mil lugares para 65 mil, exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos de 2016. A um ano e meio das Olimpíadas do Rio, é difícil acreditar que tudo ficará pronto.

O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, marcou entrevista coletiva para a tarde desta sexta-feira em que vai informar os serviços disponíveis para os torcedores na partida de reabertura, deste sábado.

O custo da reforma do Engenhão tornou ainda mais dramático o calvário financeiro do Botafogo, já ultrapassa R$ 100 milhões. Embora não tenha saído dos cofres do clube, o fechamento do estádio deixou o alvinegro sem sua principal fonte de receita. O clube teria deixado de arrecadar cerca de R$ 45 milhões desde a interdição.

Fonte: O Globo Online