O início do Botafogo no Campeonato Brasileiro, deste ano, tem sido difícil para os seus torcedores: crise financeira, salários atrasados, eliminação na Copa Libertadores e no Estadual, troca de treinador e uma demissão em massa da comissão técnica. Não faltam motivos para justificar a má fase alvinegra.

O fato é que desde 2004, o Botafogo não fazia um início tão ruim de Campeonato Brasileiro. Naquele ano, o time estreou perdendo de goleada para o Goiás, no Caio Martins, por 4 a 1. Numa tarde inspirada de Alex Dias que fez todos gols do time goiano.

Depois, uma derrota para o Santos, na Vila, e um empate com o Atlético-MG, em casa, fizeram com que o time de General Severiano fechasse a terceira rodada com apenas um ponto marcado, segurando a lanterna do Campeonato que na época contava com 24 equipes.

Em 2004, o alvinegro lutou contra o rebaixamento até a última rodada, quando empatou, por 1 a 1, com o Atlético-PR, e se livrou tendo apenas um ponto a mais que o Criciúma, primeiro da lista dos que caíram para Segunda Divisão.

A equipe montada para 2014, ano em que o Botafogo voltou a jogar uma Libertadores depois de 18 anos, tem nomes de peso comparado ao modesto time de 2004. Max, Sandro, Scheidt, Ruy, Túlio, Camacho, Valdo e Schwenck, eram alguns nomes no elenco naquela época.

Até agora o trabalho de Vagner Mancini não merece ser julgado. Nas três primeiras rodadas, o Botafogo perdeu para o São Paulo na estreia, por 3 a 0, depois empatou com o Internacional, no Maracanã, onde mesmo começando perdendo por dois gols, conseguiu igualar o placar. E por fim, foi derrotado na Fonte Nova, para o Bahia, por 1 a 0, no último domingo, em um jogo que o alvinegro merecia pelo menos o empate.

Com Mancini, o Botafogo já contratou Emerson Sheik e Carlos Alberto. Na barca, Henrique foi emprestado ao Bahia. Os próximos devem ser Renato, voltando para o Santos, e Airton, para o Vitória.

Em campo, Bolatti, Zeballos e Junior Cesar estão com mais espaço do que com o antigo treinador, Eduardo Hungaro. Além disso, titulares incontestáveis como Ferreyra e Jorge Wagner, parecem não ter vaga garantida com o novo comandante. No esquema de jogo poucas mudanças. O que tem sido determinante, até aqui, é a doação de Emerson Sheik e Zeballos buscando o gol a todo momento.

Em ano de Copa do Mundo, faltam mais seis rodadas até a pausa para a disputa do Mundial. Até lá o ‘Glorioso’ vai tentar justificar a alcunha conquistada no passado, para reverter o clima nebuloso que pode o aguardar no futuro. O objetivo é não fazer os seus torcedores reviverem as fortes emoções de 2002, quando o clube foi rebaixado para a Série B.

Fonte: O Dia Online