O Botafogo se movimenta nos bastidores para tentar amenizar a asfixia causada pela grave crise financeira que atravessa. O clube entrou em contato com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) para viabilizar um adiantamento dos direitos de transmissões do Campeonato Carioca. Inicialmente, o acordo ocorreria, mas o fato de o Alvinegro estar sofrendo com penhoras impediu o acerto.

O Botafogo pediu R$ 4 milhões com o objetivo de pagar parte dos salários atrasados – o clube deve dois meses na carteira de trabalho e cinco de direitos de imagem. A verba seria utilizada para pagar os jogadores com dívidas maiores no momento.

A recusa representou um baque para o Botafogo que já contava com o dinheiro para amenizar a crise. Com a negativa, o Alvinegro voltou ao estágio inicial e tanta de todas as formas antecipar a votação do Proforte, previsto para agosto.

O presidente Maurício Assumpção, inclusive, agendou uma reunião com a presidente Dilma Rousseff para mostrar a importância do projeto e a necessidade que tudo seja implementado o quanto antes.

A crise financeira vivida pelo Botafogo já interfere no dia a dia do clube. Em situação delicada no Campeonato Brasileiro, o Alvinegro queria reforços, mas abriu mão deles por causa dos atrasos salariais. Essa questão, inclusive, foi utilizada pelos atletas para recusarem viajar a João Pessoa para um amistoso contra o Botafogo-PB.

Para evitar uma debandada de jogadores, o Botafogo tem utilizado a ajuda do Sindeclubes, que entra com uma ação para receber verba da Globosat para pagar um mês de salário na carteira, o que já ocorreu nos dois últimos meses. A tendência é que essa tática volte a ser usada em futuro recente.

Fonte: UOL