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Obra descaracteriza Niltão com intervenções fora do projeto, e Botafogo reclama

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Por FogãoNET

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Estaios que seguram cabos da cobertura do Engenhão não constavam nos projetos apresentados. Na última quarta-feira, funcionários trabalhavam no local — que ainda tem andaimes – Domingos Peixoto / Agência O Globo

Palco do atletismo olímpico, o Engenhão parou para uma reforma de sua harmoniosa cobertura, que sofria risco de colapso. O resultado, no entanto, acabou sendo uma surpresa: os arcos ganharam estruturas que descaracterizam a suavidade planejada — que dá a impressão de que eles pairam sem sustentação sobre o teto. Além disso, assentos danificados e grosseiras estruturas externas surgem na paisagem. O Botafogo, que arrendou o estádio reclama: nada disso estava no projeto.

Os problemas são vistos e sentidos pelos torcedores que estão frequentando, desde março, um arremedo do projeto original. Não bastasse a poeira fina constante, por causa das duas obras que ainda acontecem no Engenhão — o reforço estrutural da cobertura e a modernização interna para as Olimpíadas — as cadeiras estão com muitos pontos de ferrugem aparente que lembram, em aspecto, os velhos assentos do Maracanã. O plástico está esbranquiçado e manchado, dando um ar de sujeira e descaso para com o estádio.

O Botafogo diz que as cadeiras não foram retiradas durante a obra, por isso, sofreram os danos, bastante visíveis.

— Não é uma questão de limpeza. O problema está na ferrugem. É um desgaste entranhado. E são muitas — disse um funcionário do clube, que não quis se identificar, enquanto mostrava que as cadeiras de fato estavam limpas. A visita do GLOBO ocorreu na última quarta-feira.

Como o telhado ainda não está pronto, a iluminação da arquibancada não foi completamente instalada e deixa a desejar. Os holofotes que ficavam na ponta da cobertura estão no meio agora. Com essa nova obra, o peso do teto praticamente dobrou. Oficialmente, a informação é negada, mas engenheiros da obra trabalham com esse sobrepeso para calcular o balanço do vento.

A arena foi interditada em março de 2013, pelo risco de colapso da cobertura, depois que um laudo da empresa alemã SBP apontou que ventos acima de 63km/h poderiam afetar a estrutura, o que causaria riscos ao público. Na época, a Prefeitura do Rio correu para apresentar um projeto seguro que não interferisse no desenho original do estádio. Uma semana depois, um plano de obra foi apresentado.

Projetos diferentes

No entanto, durante a montagem dos canteiros, outro desenho foi divulgado. Já com a reforma em andamento, a Rio-Urbe (órgão da prefeitura responsável pela intervenção), apresentou um terceiro projeto. Porém, nenhum dos três é o que foi empregado na reforma. Agora, treliças torcidas ficam de forma cruzada entre os tirantes originais da cobertura, que estão presos no arco central. Essas treliças não constavam em nenhum dos projetos apresentados.

Além disso, estaios cruzados (usados para sustentar os cabos da cobertura) alteram o visual do estádio por dentro e por fora. Da maneira que foram colocados, eles também não constavam nos projetos. Antes, esperava-se que fossem instalados discretamente junto aos pilares de sustentação.

— O estádio, como está hoje, não condiz com o que nos foi prometido. Vamos ter de contratar uma empresa para fazer um laudo técnico que vai apontar todas as essas falhas e vamos reclamar com o Consórcio Engenhão (Odebrecht e AOS). Se nada for feito, vamos buscar nossos direitos. Eles dizem que liberam o estádio, mas com a obra, os bombeiros não me dão laudos. Então, pra mim, não está liberado— explicou Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo.

Em uma simples olhada para cima, é possível ver funcionários ainda trabalhando na cobertura e os remendos que os buracos feitos pela obra causaram.

Questionada, a RioUrbe afirmou em nota que as obras da cobertura foram concluídas em 25 de agosto e que o estádio se encontra com 100% da capacidade liberada: “No momento, as equipes do Consórcio Engenhão se concentram em reparos pontuais, como remoção de detritos, a recuperação dos acessos e a limpeza. Isso deve terminar até o final do mês. Portanto, muitos dos citados remendos deixarão de existir.”

Indagada sobre a alteração nas treliças, a RioUrbe diz que foi fruto de necessidade: “A única intervenção foi a instalação de treliças metálicas de modo horizontal sobre a cobertura e os tirantes. Esse sistema foi resultado de um longo estudo e evolução do projeto executivo para garantir maior segurança.”

Procurado, o Consórcio Engenhão — que paga cerca de R$ 200 milhões pela obra — não se manifestou.

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