A direção do Santa Cruz prefere não adiantar detalhes e valores da proposta do Botafogo-RJ a Everton Sena. Mas, segundo revelou Marco Antônio, empresário do zagueiro, em entrevista ao Superesportes, o Alvinegro não quer pagar nenhuma quantia em dinheiro ao Tricolor para contar com jogador em 2015. Quer tê-lo por empréstimo de um ano. A equipe coral, por sua vez, poderia escolher um dos dez nomes disponibilizados pelos cariocas, também por empréstimo de uma temporada. Não houve ainda uma resposta por parte dos pernambucanos. De acordo com Sena, no entanto, transferir-se para o time da Estrela Solitária é algo visto com bons olhos.

“Com certeza, um sonho meu, sim. Apesar de estar na segunda divisão do Brasileiro, é um clube de tradição. Admiro muito. Admirava desde quando era pequeno e ainda hoje admiro. Gostaria muito também de fazer história lá, como o Sandro (Barbosa) fez também como jogador”, disse, referindo-se ao ex-zagueiro e atual gerente de futebol do Tricolor.

O empresário de Sena é mais pés no chão. Crê que é difícil que a negociação prossiga. Isso por causa da demora de o Santa Cruz em dar uma resposta à proposta do Botafogo, que completou uma semana no último domingo. “O Botafogo deu um prazo de sete dias e não voltou a falar do assunto. Parece estar dado tudo como encerrado. Pode ser até que retome, mas não é provável”, disse Marco Antônio, o Marcão. O agente do zagueiro não deixa, contudo, de bem-avaliar a ainda possível transferência. “Seria bom para o lado pessoal do Everton, algo super interessante. Pela visibilidade que o Botafogo dá”, contou.

Chateação
Em entrevista, Marco Antônio ainda expôs uma chateação com a diretoria tricolor. Rusgas abertas na reta final da última Série B. Devido ao tratamento dado a Everton Sena na reta final do campeonato, quando o zagueiro havia recebido uma sondagem de um grupo de empresários para sair do Arruda e o clube, a fim de não desvalorizar o jogador, preferiu “preservá-lo” cortando-o da lista de relacionados, já que ele tinha perdido a posição para Alemão. “Confesso que não entendi. Tinha gente atrás dele e tiram o jogador do time? Me desagradou. Não chateou ele porque ele tem a cabeça no lugar. Mas não gostei. Quando voltou a jogar, pararam de olhar.”

Fonte: Superesportes