Após a demissão de Eduardo Hungaro, o Botafogo deu início à busca por um novo treinador. O presidente Maurício Assumpção concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira no Engenhão e disse que a questão deverá ser resolvida até a próxima terça-feira. Ele, no entanto, afirmou que o Alvinegro ainda não conversou o fez proposta para nenhum profissional até o momento.

“Tivemos uma reunião na manha desta sexta com o com vice de futebol [Chico Fonseca] e o geral [Paulo Mendes]. Estamos conversando desde a derrota com o departamento de futebol e decidimos nos reunir. Chegamos a essa decisão, da saída do Hungaro como treinador e sua volta para ser auxiliar. Ele voltará a fazer sua integração com a base, o que foi muito bem feito nos últimos anos”, disse o presidente do Botafogo.

“Até esse momento nenhum treinador foi contatado ou recebeu uma proposta oficial do Botafogo. Quem disser o contrário está mentindo. Queremos alguém vitorioso, porque é o que precisamos. No mercado, sem estar empregado, têm algumas opções. Temos tempo para resolver essa questão em definitivo, pois só voltaremos a jogar no dia 20. Mas não queremos estender muito, mas dar tempo de trabalho para o novo profissional. Segunda ou terça no máximo teremos o nome”, acrescentou Assumpção.

O presidente do Botafogo fez seu papel como líder e assumiu a culpa pelo desempenho ruim do time até o momento. Ele evitou taxar Eduardo Hungaro como único problema, mas deixou claro que ele também teve sua parcela, assim como os jogadores e dirigentes.

“Quem errou fui eu. Sou o presidente. Não posso dizr que só o Hungaro errou. Erramos. Várias são as decisões que passam por mim. Se teve erro, ele é meu. Assumo isso. Varias questões foram colocadas na mesa mais cedo. Errou diretoria, treinador e jogadores. É dividido, mas quem assume sou eu”, disse Assumpção.

“São erros discutidos internamente. Analisar com calma e entender que existe solução. Futebol dá essa possibilidade. Foi um somatório de situações que não são só culpa do treinador”, completou.

Perguntado se pudesse voltar ao tempo e escolher um outro treinador, mais experiente, para a disputa da Libertadores, o que não ocorria há 18 anos, o presidente saiu pela tangente. “Não acho que o problema tenha sido experiência. Identificamos erros, mas eles não serão externados e vocês terão que me desculpar”, concluiu.

Fonte: UOL