O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, acompanhou o treinamento da equipe carioca em Saquarema neste domingo, no centro de preparação da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A entrevista coletiva, porém, foi mais focada em detalhes de fora do campo, em especial o patrocínio da empresa Telexfree.

O mandatário do clube carioca negou temer que as verbas de patrocínio da Telexfree, investigada pelo MP-AC (Ministério Público do Acre) por suspeita de atuar sob esquema de pirâmide financeira, sejam bloqueadas pela Justiça. A empresa está impedida de atuar no Brasil durante a decisão do processo.

Assumpção, porém, diz que a transferência dos valores – a empresa tem sede em Miami – foi aprovada pelo Banco Central e que tudo está dentro da legalidade.

“Quando fomos procurados pela TelexFree Internacional, acionamos o nosso Departamento Jurídico, que fez todas as considerações. Como estávamos fechando e fizemos um contrato através da sede deles em Miami, todos os trâmites legais foram efetuados e o Botafogo fez tudo dentro da lei. A preocupação da promotora é válida, mas não há problema para o Botafogo, tudo foi feito corretamente, inclusive passando pelo Banco Central, estamos tranquilos. É uma empresa estabelecida nos Estados Unidos, tem sistema de venda como tantas outras têm. A Torcida do Botafogo tem entendido e a própria juíza disse que, se o clube fez parceria com a empresa internacional, não há nada de irregular”, disse o presidente.

O presidente do Botafogo também comentou o suposto descontentamento do patrocinador master, Viton 44, pela parceria com a empresa investigada. Em entrevista ao site da revista Veja, o presidente da fabricante de bebidas, Neville Proa, se disse indignado por dividir espaço com a companhia americana.

“É óbvio que tem gente batendo lá na porta querendo vender a marca. Não existe crise de relação com o Botafogo, o Sr. Neville é altamente querido por nós. Ele foi comunicado sobre a TelexFree, mas não foi consultado porque não cabia. Tem muita gente fazendo barulho querendo destruir a relação, mas não vai acontecer porque ela já tem mais de três anos e ele sabe que nós entregamos no produto. Ele disse que tem crescimento de 25% ao ano, e quero que veja outra que consiga isso com patrocínio de futebol”.

Fonte: UOL